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Produção criativa

Criando conteúdo visual sendo ME, PME, MPE ou grande empresa B2B

Veja como criar conteúdo visual para diferentes funcionalidades e em três categorias diferentes. Falamos da parte prática e muito também sobre a parte estratégica. Acompanhe.
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Criando conteúdo visual sendo ME, PME, MPE ou grande empresa B2B

Veja como criar conteúdo visual para diferentes funcionalidades e em três categorias diferentes. Falamos da parte prática e muito também sobre a parte estratégica. Acompanhe.
Criando conteúdo visual sendo ME, PME, MPE ou grande empresa B2B

A pergunta do título vem com um sonoro sim hoje em dia. Nem tanto por uma aceitação ou demanda universal por conteúdo visual, especialmente vídeo, mas pela facilidade de criá-lo. 

Hoje, criar conteúdo visual está mais fácil do que nunca. Além de recursos de IA — que vamos conversar melhor sobre ao longo do texto — a qualidade dos vídeos gravados por celular está melhor do que nunca, e microfones estão cada vez mais baratos também. 

A roteirização ficou mais fácil, as pessoas estão mais abertas ao processo de gravação, a publicação é mais simples do que nunca e a edição está bem mais rápida. 

E em casos de terceirização, todo esse serviço está cada vez mais barato. 

No texto de hoje vamos conversar melhor sobre o conteúdo visual, dividindo o assunto em três frentes: 

  • PMEs e MEs: trazemos alguns exemplos de conteúdo visual para PMEs, algumas recomendações de ferramentas e boas práticas para roteirização e postagem; 
  • MPEs: vamos analisar que tipo de conteúdo funciona melhor dentro de uma estratégia mais ampla de distribuição de conteúdo; 
  • Grandes empresas e B2B: vamos analisar exemplos e estratégias específicas para o setor B2B, tentando entender o público, o tipo de conteúdo preferido, etc. 

Vamos lá? Mas antes de começar, algumas dicas operacionais: 

O que toda marca precisa antes de pensar em conteúdo visual

‍

Trabalhar conteúdo visual hoje é mais simples do que nunca, mas ainda existem algumas necessidades básicas que precisam ser resolvidas antes de colocar a estratégia em prática. 

O mais básico é com certeza a aquisição de equipamentos específicos para a produção do conteúdo visual: 

  • Câmera: você vai precisar de uma câmera que filme em 4K, ou no mínimo em full-HD (1080p). Não se preocupe tanto com as funcionalidades de áudio. Alguns celulares, especialmente os mais atuais da Apple, filmam em 4K nativamente; 
  • Microfones: existem microfones de lapela específicos para a captação de conteúdo para vídeos curtos e reels. Eles são mais baratos e mais simples, com design voltado para a captação de voz. Os mais em conta usam Bluetooth, mas os cabeados tradicionais (como o Sony ECM-CS10) são mais indicados e custam só um pouco a mais; 
  • Iluminação: a iluminação pode ser aproveitada do próprio ambiente, com algumas lâmpadas de LED mais simples para correção de luminosidade e gama. As ringlights são bastante comuns e baratas, mas têm uma estética própria. O ideal é procurar painéis de LED que oferecem o máximo possível de luminosidade, e ir testando a ideal; 

Esses são os equipamentos mais básicos que você vai precisar para começar a gravar vídeos. Nada muito extravagante, e também nada muito caro. 

Com o tempo e com testes (muitos testes!) você vai sentir a necessidade de mais equipamentos, e vai poder tomar decisões mais informadas de acordo com a sua realidade. 

Mas muito além de equipamentos, sua empresa também precisa de alguns outros requisitos básicos operacionais para começar a produzir conteúdo visual: 

  • Espaço na rotina: de preferência, é melhor ter um dia na semana em que todos na empresa saibam que gravações estão acontecendo. É importante que pessoas participem dos vídeos, então tente marcar com seus profissionais com antecedência. É como uma reunião; 
  • Roteiristas: usar a IA na produção de conteúdo é uma boa pedida, mas você ainda precisa de uma pessoa dedicada para pensar em pautas, organizar a produção, acompanhar as gravações, fazer ajustes no roteiro, etc. A IA aqui não é obrigatória, o processo pode ser conduzido 100% por pessoas sem muitos prejuízos em tempo de produção; 
  • Videomaker: é necessário ter um profissional dedicado para a edição dos vídeos, operação dos equipamentos, etc. 
  • Gestor de projetos: o ideal é contar com alguém para organizar todo esse trabalho — entrar em contato com os participantes e marcar os horários, encontrar salas livres ou outros ambientes para gravação, acompanhar a produção dos roteiros e dos vídeos, acompanhar a data de lançamento, etc. Esse trabalho também pode ser feito em conjunto: roteiristas e videomakers formam ótimas duplas; 

Pedimos para a IA compilar um quadro com funções, equipamentos e rotinas, levando tudo isso em consideração, para deixar a realidade de produção audiovisual mais tangível. Acompanhe logo abaixo: 

Tabela de funções: iniciando na sua produção audiovisual 

A ideia é uma rotina simples, com equipamentos também simples e baratos. Tudo o que indicamos até aqui pode ser adquirido por menos de R$ 1000, contando o frete e comprando aqui no Brasil, sem nada da China. 

Da mesma forma, as rotinas e os profissionais que indicamos como fundamentais podem ser aproveitados de outras áreas, e o tempo necessário para as gravações e edições não precisa passar de 5 horas semanais, quando muito. 

Acompanhe logo abaixo um quadro que organiza equipamentos, pessoas e rotinas para um processo de gravação com publicação de três vídeos por semana: 

Bloco Item Descrição Tempo semanal
Equipamentos Câmera Celular com gravação em 4K ou, no mínimo, Full HD (1080p) Usada na sessão de gravação
Microfone Lapela cabeado, como o Sony ECM-CS10; modelos Bluetooth servem como alternativa mais em conta Usado na sessão de gravação
Iluminação Luz do ambiente combinada com painel de LED para ajustar luminosidade e gama Usada na sessão de gravação
Funções Roteirista Define pautas, organiza a produção, acompanha as gravações e ajusta roteiros (IA opcional) Parte das rotinas abaixo
Videomaker Opera os equipamentos e edita os vídeos Parte das rotinas abaixo
Gestor de projetos Agenda participantes e locais, acompanha roteiros, vídeos e datas de lançamento (pode ser função compartilhada entre roteirista e videomaker) Parte das rotinas abaixo
Participantes Pessoas da empresa que aparecem nos vídeos, avisadas com antecedência como em uma reunião Dentro da sessão de gravação
Rotinas Pauta e roteiro Definição das pautas e dos roteiros dos 3 vídeos da semana 1h
Dia fixo de gravação Sessão semanal conhecida por toda a empresa, com os 3 vídeos gravados em sequência 1h30
Edição e finalização Edição dos 3 vídeos e preparação para publicação 2h
Agenda e acompanhamento Confirmação de participantes, reserva do espaço e controle das datas de publicação 30min
Total 3 vídeos publicados por semana 5h

Gerado por IA à partir das recomendações anteriores 

Guia de produção de conteúdo visual para MEs e PMEs — foco em visibilidade

O conteúdo visual pode tomar muitas formas, não sendo só restrito a reels e outros formatos mais longos. 

Na verdade, grande parte do trabalho das MEs e PMEs vai estar centrado na divulgação através de outras frentes e outros canais. Não é viável exigir uma produção de vídeo intensa, mas ela precisa existir. 

Nesses setores, carrosséis e reels são os campeões de engajamento. Segundo a SocialInsider, eles têm 0,52% e 0,55% de engajamento respectivamente. 

‍

Vamos nos centrar na produção de vídeos aqui. Temos um texto que se aprofunda mais sobre carrosséis e engajamento no Instagram, acesse logo abaixo: 

➡️ Como ter engajamento no Instagram? Guia exclusivo

➡️ 20 ideias de posts que vendem para redes sociais

Acompanhe: 

Produção de reels para MEs e PMEs

Um adendo importante: estar presente no Instagram e Facebook é importante, mas estar também no TikTok é praticamente obrigatório. 

O perfil da Drogaria Catarinense oferece um grande exemplo do que fazer em relação à vídeos. Não é necessário criar o novo viral que vai atingir centenas de milhares de visualizações, ou até milhões. 

Veja o vídeo clicando no link ou na imagem abaixo. Esse vídeo sozinho teve mais de 50 mil views: 

‍

‍

Não há absolutamente nada de extraordinário nesse trabalho, nenhuma dancinha, nenhum meme ou trend incrível, apenas uma loja mostrando os seus produtos de marcas selecionadas. 

A loja de instrumentos musicais Constelação também produz reels parecidos. Veja no link ou na imagem: 

‍

Você não vai precisar se preocupar tanto com as características mais “técnicas” em um primeiro momento. 

Na verdade, a expressão da marca por quem entende dela é a melhor estratégia. Se preocupar mais com isso é até melhor do que ficar correndo atrás de trends. 

Atingir essa expressão é simples, mas requer trabalho. Logo abaixo, veja o que é necessário, além da parte técnica que mencionamos no começo do artigo, para atingir esse nível de expressão: 

  • Expertise: a pessoa falando sobre a marca deve ser veterana. Ou seja: quem apresenta o conteúdo deve trabalhar com a marca há muito tempo. Em gravações como a da Constelação, é importante ter pessoas que trabalhem na loja. Em vídeos sem apresentação direta por uma pessoa, é importante que o roteirista tenha experiência ou busque edições por pessoas experientes; 
  • Algo a dizer: todo conteúdo deve dizer alguma coisa, mesmo que algo simples. Dizer algo de forma interessante é o princípio básico de todo conteúdo. Mesmo que seja mostrar os produtos da sua loja: a qualidade da gravação e o seu profissionalismo já contribuem para o como e geram tração no seu vídeo; 
  • Elementos interessantes: mostre o produto, toque a guitarra, mostre a embalagem, mostre a fabricação do produto, mostre algo que seu público não costuma ver. Isso gera engajamento simplesmente por ser interessante, independente do produto; 

Case Kitut — como a marca virou trend através de influenciadores 

A Kitut é uma marca de enlatados especializada em carne, e já tem uma fama própria em algumas regiões do Brasil. 

Recentemente ela vem tendo um grande ressurgimento online impulsionada por criadores de conteúdo, que gravam vídeos experimentando os produtos. 

No Instagram, a marca estimula essas parcerias através de colabs pontuais: 

‍

 Esse vídeo mesmo tem mais de 24 mil likes. O conteúdo vai ganhando tração e logo outros creators querem fazer outros semelhantes. Hoje, o TikTok tem centenas de vídeos com pessoas provando o Kitut: 

‍

‍

A exposição da marca é o objetivo principal, e o investimento em criadores, mesmo que apenas em alguns inicialmente, é fundamental para atingir esse objetivo. 

Perceba que esse tipo de vídeo funciona bem para várias ocasiões diferentes. O Kitut se destaca por ser um produto em vários mercados, mas uma estratégia similar também pode ser aplicada se você é a própria loja. 

Guia de produção de conteúdo visual para MPEs — foco em testes e apropriação do que funciona 

A produção audiovisual para MPEs geralmente tem objetivos diferentes. 

A atração de público aqui está bastante relacionada com a sua capacidade de converter esse público em leads e, eventualmente, vendas. 

Por isso, grande parte do conteúdo feito pelas MPEs tende a ser mais educativo e aprofundado. As suas preferências estão em: 

  • Mostrar cases do produto ou serviço como instrumento transformador na vida de pessoas; 
  • Educar sobre a necessidade do produto ou serviço, buscando a geração de demanda e também uma educação prévia para leads mais qualificados; 
  • Divisão clara de vídeos entre categorias específicas determinadas pelo funil de marketing; 
  • Aprofundamento geral sobre o segmento, produto e os casos de uso. 

A produção de conteúdo visual para esses casos é bastante distinta do segmento mais amplo, de empresas pequenas e que realizam marketing local. 

Aqui, em algumas ocasiões, há o foco em viralizar porque o conteúdo em si permite. Veja, por exemplo, o case da Duolingo: 

‍

Grande parte do conteúdo da Duolingo é irreverente, mas as mensagens são claras. Esse, que está linkado aqui, é uma colab com a Exame e é uma “entrevista” que busca explicar o funcionamento do marketing da Duolingo, especificamente do personagem, a coruja Duo. 

Se você parar para analisar toda a produção de conteúdo visual da Duolingo, vai perceber que o que eles fazem vai além do básico apenas no conteúdo. 

Com tudo o que citamos até agora, os recursos básicos, os profissionais, as ideias de conteúdo e as colaborações, qualquer marca conseguiria produzir esse mesmo estilo de conteúdo. 

A ideia é que a produção em si seja padronizada e sem envolver grandes recursos de captação e edição. Mas, ao mesmo tempo, a própria produção vai variando aqui e ali, com irreverência quando é possível, mas não apenas. 

A irreverência do Duolingo pode ser entendida como a expressão mais livre da principal característica da marca. No caso do Duo, é a irreverência. 

Guia de produção de conteúdo visual para B2B e grandes empresas — foco no ecossistema

Empresas de grande porte e que atuam principalmente no B2B tendem a criar grandes ecossistemas de conteúdo. 

Tudo, aliás, tende a virar um ecossistema. Essas empresas operam silos interconectados de conteúdo, onde uma área complementa a outra. 

Por exemplo: a área de conteúdo da Zendesk é enorme e tem três categorias principais, que se repetem nos seus vídeos, nos seus materiais ricos, etc. 

As grandes empresas precisam desse ecossistema para evitar o platô de leads, que acontece quando uma estratégia é tão utilizada que o próprio público-alvo começa a secar. 

Mas esse ecossistema não é composto por áreas extremamente complexas e custosas. Na verdade, células pequenas usando recursos simples conseguem entregar materiais incríveis. 

Veja o exemplo da Sankhya, o case eleito para essa sessão sobre B2B, para ampliar o assunto: 

Case Sankhya — usando recursos próprios para criar um ecossistema audiovisual

A Sankhya é uma empresa de ERPs e gestão empresarial de Minas Gerais, e vem se consolidando como um grande nome nacional. 

Seu marketing é amplo, e envolve muitos tipos de conteúdo, incluindo eventos, podcasts, etc. 

Porém, na produção de reels, veja como o destaque não está nos equipamentos ou na sua grande estrutura. O foco está no conteúdo, com vídeos simples e que usam os recursos que enumeramos até agora. 

Veja esse post, por exemplo, através desse link: 

Perceba como, para elaborá-lo, foram necessários elementos básicos: 

  • Roteiro e conteúdo; 
  • Presença de profissional qualificado e que entende a marca (o diretor financeiro); 
  • Gravação em 4k; 
  • Iluminação simples e que usa até luz natural; 
  • Boa edição com cortes padrão imprensa; 
  • Captação através de microfones de lapela também simples. Infelizmente não conseguimos encontrar o modelo exato. 

Agora veja esse outro vídeo, também no mesmo padrão: 

A variação no próprio objetivo do conteúdo é mínima. Como a história é boa e o roteiro é ótimo, é possível aproveitar modelos e até algumas filmagens (como no caso dos takes com drones) entre vários vídeos. 

A variedade nos formatos e a qualidade do resultado final levam a Sankhya a ter ótimos números de visualizações, que vão ser naturalmente menores do que vídeos mais generalistas como os que vimos anteriormente, nas PMEs: 

‍

Porém, atingir a consistência na casa dos milhares é um ótimo resultado para empresas de médio porte, especialmente em segmentos B2B. 

A produção de conteúdo visual está ao seu alcance hoje

‍

Montar o quadro de produção é o primeiro passo, é o seu plano para tirar as ideias do papel. 

Mas manter a rotina é a parte mais complicada. Alterações, compliance com a diretoria, indisponibilidade de pessoas para filmar, tudo isso exige um jogo de cintura que, em muitos casos, é melhor resolvido via terceirização com uma agência. 

A Adtail apoia a sua marca nessa etapa com duas frentes integradas:

  • Social Media: estratégia, cronograma mensal, produção de conteúdo criativo, gestão e agendamento de publicações e relatórios detalhados, com gerenciamento de plataformas como Instagram, TikTok e LinkedIn;

  • Produção Criativa: uma equipe com mais de 20 designers que entregam artes, animações e vídeos sob medida para a identidade da sua marca.

Essa integração entre estratégia, criação e performance já aparece nos nossos cases: a LP Beauty colocou um novo e-commerce no ar em 30 dias e recebeu 2 mil pedidos nas primeiras horas.

E a Casatema ampliou o faturamento em mais de 35% depois de um redesign focado em mobile e experiência do usuário.

Pronto para estruturar a produção visual da sua marca? Fale com um especialista da Adtail ainda hoje. 

Obrigado pela leitura e nos vemos no próximo artigo! 

‍

Escrito por:
Redação

A pergunta do título vem com um sonoro sim hoje em dia. Nem tanto por uma aceitação ou demanda universal por conteúdo visual, especialmente vídeo, mas pela facilidade de criá-lo. 

Hoje, criar conteúdo visual está mais fácil do que nunca. Além de recursos de IA — que vamos conversar melhor sobre ao longo do texto — a qualidade dos vídeos gravados por celular está melhor do que nunca, e microfones estão cada vez mais baratos também. 

A roteirização ficou mais fácil, as pessoas estão mais abertas ao processo de gravação, a publicação é mais simples do que nunca e a edição está bem mais rápida. 

E em casos de terceirização, todo esse serviço está cada vez mais barato. 

No texto de hoje vamos conversar melhor sobre o conteúdo visual, dividindo o assunto em três frentes: 

  • PMEs e MEs: trazemos alguns exemplos de conteúdo visual para PMEs, algumas recomendações de ferramentas e boas práticas para roteirização e postagem; 
  • MPEs: vamos analisar que tipo de conteúdo funciona melhor dentro de uma estratégia mais ampla de distribuição de conteúdo; 
  • Grandes empresas e B2B: vamos analisar exemplos e estratégias específicas para o setor B2B, tentando entender o público, o tipo de conteúdo preferido, etc. 

Vamos lá? Mas antes de começar, algumas dicas operacionais: 

O que toda marca precisa antes de pensar em conteúdo visual

‍

Trabalhar conteúdo visual hoje é mais simples do que nunca, mas ainda existem algumas necessidades básicas que precisam ser resolvidas antes de colocar a estratégia em prática. 

O mais básico é com certeza a aquisição de equipamentos específicos para a produção do conteúdo visual: 

  • Câmera: você vai precisar de uma câmera que filme em 4K, ou no mínimo em full-HD (1080p). Não se preocupe tanto com as funcionalidades de áudio. Alguns celulares, especialmente os mais atuais da Apple, filmam em 4K nativamente; 
  • Microfones: existem microfones de lapela específicos para a captação de conteúdo para vídeos curtos e reels. Eles são mais baratos e mais simples, com design voltado para a captação de voz. Os mais em conta usam Bluetooth, mas os cabeados tradicionais (como o Sony ECM-CS10) são mais indicados e custam só um pouco a mais; 
  • Iluminação: a iluminação pode ser aproveitada do próprio ambiente, com algumas lâmpadas de LED mais simples para correção de luminosidade e gama. As ringlights são bastante comuns e baratas, mas têm uma estética própria. O ideal é procurar painéis de LED que oferecem o máximo possível de luminosidade, e ir testando a ideal; 

Esses são os equipamentos mais básicos que você vai precisar para começar a gravar vídeos. Nada muito extravagante, e também nada muito caro. 

Com o tempo e com testes (muitos testes!) você vai sentir a necessidade de mais equipamentos, e vai poder tomar decisões mais informadas de acordo com a sua realidade. 

Mas muito além de equipamentos, sua empresa também precisa de alguns outros requisitos básicos operacionais para começar a produzir conteúdo visual: 

  • Espaço na rotina: de preferência, é melhor ter um dia na semana em que todos na empresa saibam que gravações estão acontecendo. É importante que pessoas participem dos vídeos, então tente marcar com seus profissionais com antecedência. É como uma reunião; 
  • Roteiristas: usar a IA na produção de conteúdo é uma boa pedida, mas você ainda precisa de uma pessoa dedicada para pensar em pautas, organizar a produção, acompanhar as gravações, fazer ajustes no roteiro, etc. A IA aqui não é obrigatória, o processo pode ser conduzido 100% por pessoas sem muitos prejuízos em tempo de produção; 
  • Videomaker: é necessário ter um profissional dedicado para a edição dos vídeos, operação dos equipamentos, etc. 
  • Gestor de projetos: o ideal é contar com alguém para organizar todo esse trabalho — entrar em contato com os participantes e marcar os horários, encontrar salas livres ou outros ambientes para gravação, acompanhar a produção dos roteiros e dos vídeos, acompanhar a data de lançamento, etc. Esse trabalho também pode ser feito em conjunto: roteiristas e videomakers formam ótimas duplas; 

Pedimos para a IA compilar um quadro com funções, equipamentos e rotinas, levando tudo isso em consideração, para deixar a realidade de produção audiovisual mais tangível. Acompanhe logo abaixo: 

Tabela de funções: iniciando na sua produção audiovisual 

A ideia é uma rotina simples, com equipamentos também simples e baratos. Tudo o que indicamos até aqui pode ser adquirido por menos de R$ 1000, contando o frete e comprando aqui no Brasil, sem nada da China. 

Da mesma forma, as rotinas e os profissionais que indicamos como fundamentais podem ser aproveitados de outras áreas, e o tempo necessário para as gravações e edições não precisa passar de 5 horas semanais, quando muito. 

Acompanhe logo abaixo um quadro que organiza equipamentos, pessoas e rotinas para um processo de gravação com publicação de três vídeos por semana: 

Bloco Item Descrição Tempo semanal
Equipamentos Câmera Celular com gravação em 4K ou, no mínimo, Full HD (1080p) Usada na sessão de gravação
Microfone Lapela cabeado, como o Sony ECM-CS10; modelos Bluetooth servem como alternativa mais em conta Usado na sessão de gravação
Iluminação Luz do ambiente combinada com painel de LED para ajustar luminosidade e gama Usada na sessão de gravação
Funções Roteirista Define pautas, organiza a produção, acompanha as gravações e ajusta roteiros (IA opcional) Parte das rotinas abaixo
Videomaker Opera os equipamentos e edita os vídeos Parte das rotinas abaixo
Gestor de projetos Agenda participantes e locais, acompanha roteiros, vídeos e datas de lançamento (pode ser função compartilhada entre roteirista e videomaker) Parte das rotinas abaixo
Participantes Pessoas da empresa que aparecem nos vídeos, avisadas com antecedência como em uma reunião Dentro da sessão de gravação
Rotinas Pauta e roteiro Definição das pautas e dos roteiros dos 3 vídeos da semana 1h
Dia fixo de gravação Sessão semanal conhecida por toda a empresa, com os 3 vídeos gravados em sequência 1h30
Edição e finalização Edição dos 3 vídeos e preparação para publicação 2h
Agenda e acompanhamento Confirmação de participantes, reserva do espaço e controle das datas de publicação 30min
Total 3 vídeos publicados por semana 5h

Gerado por IA à partir das recomendações anteriores 

Guia de produção de conteúdo visual para MEs e PMEs — foco em visibilidade

O conteúdo visual pode tomar muitas formas, não sendo só restrito a reels e outros formatos mais longos. 

Na verdade, grande parte do trabalho das MEs e PMEs vai estar centrado na divulgação através de outras frentes e outros canais. Não é viável exigir uma produção de vídeo intensa, mas ela precisa existir. 

Nesses setores, carrosséis e reels são os campeões de engajamento. Segundo a SocialInsider, eles têm 0,52% e 0,55% de engajamento respectivamente. 

‍

Vamos nos centrar na produção de vídeos aqui. Temos um texto que se aprofunda mais sobre carrosséis e engajamento no Instagram, acesse logo abaixo: 

➡️ Como ter engajamento no Instagram? Guia exclusivo

➡️ 20 ideias de posts que vendem para redes sociais

Acompanhe: 

Produção de reels para MEs e PMEs

Um adendo importante: estar presente no Instagram e Facebook é importante, mas estar também no TikTok é praticamente obrigatório. 

O perfil da Drogaria Catarinense oferece um grande exemplo do que fazer em relação à vídeos. Não é necessário criar o novo viral que vai atingir centenas de milhares de visualizações, ou até milhões. 

Veja o vídeo clicando no link ou na imagem abaixo. Esse vídeo sozinho teve mais de 50 mil views: 

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Não há absolutamente nada de extraordinário nesse trabalho, nenhuma dancinha, nenhum meme ou trend incrível, apenas uma loja mostrando os seus produtos de marcas selecionadas. 

A loja de instrumentos musicais Constelação também produz reels parecidos. Veja no link ou na imagem: 

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Você não vai precisar se preocupar tanto com as características mais “técnicas” em um primeiro momento. 

Na verdade, a expressão da marca por quem entende dela é a melhor estratégia. Se preocupar mais com isso é até melhor do que ficar correndo atrás de trends. 

Atingir essa expressão é simples, mas requer trabalho. Logo abaixo, veja o que é necessário, além da parte técnica que mencionamos no começo do artigo, para atingir esse nível de expressão: 

  • Expertise: a pessoa falando sobre a marca deve ser veterana. Ou seja: quem apresenta o conteúdo deve trabalhar com a marca há muito tempo. Em gravações como a da Constelação, é importante ter pessoas que trabalhem na loja. Em vídeos sem apresentação direta por uma pessoa, é importante que o roteirista tenha experiência ou busque edições por pessoas experientes; 
  • Algo a dizer: todo conteúdo deve dizer alguma coisa, mesmo que algo simples. Dizer algo de forma interessante é o princípio básico de todo conteúdo. Mesmo que seja mostrar os produtos da sua loja: a qualidade da gravação e o seu profissionalismo já contribuem para o como e geram tração no seu vídeo; 
  • Elementos interessantes: mostre o produto, toque a guitarra, mostre a embalagem, mostre a fabricação do produto, mostre algo que seu público não costuma ver. Isso gera engajamento simplesmente por ser interessante, independente do produto; 

Case Kitut — como a marca virou trend através de influenciadores 

A Kitut é uma marca de enlatados especializada em carne, e já tem uma fama própria em algumas regiões do Brasil. 

Recentemente ela vem tendo um grande ressurgimento online impulsionada por criadores de conteúdo, que gravam vídeos experimentando os produtos. 

No Instagram, a marca estimula essas parcerias através de colabs pontuais: 

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 Esse vídeo mesmo tem mais de 24 mil likes. O conteúdo vai ganhando tração e logo outros creators querem fazer outros semelhantes. Hoje, o TikTok tem centenas de vídeos com pessoas provando o Kitut: 

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A exposição da marca é o objetivo principal, e o investimento em criadores, mesmo que apenas em alguns inicialmente, é fundamental para atingir esse objetivo. 

Perceba que esse tipo de vídeo funciona bem para várias ocasiões diferentes. O Kitut se destaca por ser um produto em vários mercados, mas uma estratégia similar também pode ser aplicada se você é a própria loja. 

Guia de produção de conteúdo visual para MPEs — foco em testes e apropriação do que funciona 

A produção audiovisual para MPEs geralmente tem objetivos diferentes. 

A atração de público aqui está bastante relacionada com a sua capacidade de converter esse público em leads e, eventualmente, vendas. 

Por isso, grande parte do conteúdo feito pelas MPEs tende a ser mais educativo e aprofundado. As suas preferências estão em: 

  • Mostrar cases do produto ou serviço como instrumento transformador na vida de pessoas; 
  • Educar sobre a necessidade do produto ou serviço, buscando a geração de demanda e também uma educação prévia para leads mais qualificados; 
  • Divisão clara de vídeos entre categorias específicas determinadas pelo funil de marketing; 
  • Aprofundamento geral sobre o segmento, produto e os casos de uso. 

A produção de conteúdo visual para esses casos é bastante distinta do segmento mais amplo, de empresas pequenas e que realizam marketing local. 

Aqui, em algumas ocasiões, há o foco em viralizar porque o conteúdo em si permite. Veja, por exemplo, o case da Duolingo: 

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Grande parte do conteúdo da Duolingo é irreverente, mas as mensagens são claras. Esse, que está linkado aqui, é uma colab com a Exame e é uma “entrevista” que busca explicar o funcionamento do marketing da Duolingo, especificamente do personagem, a coruja Duo. 

Se você parar para analisar toda a produção de conteúdo visual da Duolingo, vai perceber que o que eles fazem vai além do básico apenas no conteúdo. 

Com tudo o que citamos até agora, os recursos básicos, os profissionais, as ideias de conteúdo e as colaborações, qualquer marca conseguiria produzir esse mesmo estilo de conteúdo. 

A ideia é que a produção em si seja padronizada e sem envolver grandes recursos de captação e edição. Mas, ao mesmo tempo, a própria produção vai variando aqui e ali, com irreverência quando é possível, mas não apenas. 

A irreverência do Duolingo pode ser entendida como a expressão mais livre da principal característica da marca. No caso do Duo, é a irreverência. 

Guia de produção de conteúdo visual para B2B e grandes empresas — foco no ecossistema

Empresas de grande porte e que atuam principalmente no B2B tendem a criar grandes ecossistemas de conteúdo. 

Tudo, aliás, tende a virar um ecossistema. Essas empresas operam silos interconectados de conteúdo, onde uma área complementa a outra. 

Por exemplo: a área de conteúdo da Zendesk é enorme e tem três categorias principais, que se repetem nos seus vídeos, nos seus materiais ricos, etc. 

As grandes empresas precisam desse ecossistema para evitar o platô de leads, que acontece quando uma estratégia é tão utilizada que o próprio público-alvo começa a secar. 

Mas esse ecossistema não é composto por áreas extremamente complexas e custosas. Na verdade, células pequenas usando recursos simples conseguem entregar materiais incríveis. 

Veja o exemplo da Sankhya, o case eleito para essa sessão sobre B2B, para ampliar o assunto: 

Case Sankhya — usando recursos próprios para criar um ecossistema audiovisual

A Sankhya é uma empresa de ERPs e gestão empresarial de Minas Gerais, e vem se consolidando como um grande nome nacional. 

Seu marketing é amplo, e envolve muitos tipos de conteúdo, incluindo eventos, podcasts, etc. 

Porém, na produção de reels, veja como o destaque não está nos equipamentos ou na sua grande estrutura. O foco está no conteúdo, com vídeos simples e que usam os recursos que enumeramos até agora. 

Veja esse post, por exemplo, através desse link: 

Perceba como, para elaborá-lo, foram necessários elementos básicos: 

  • Roteiro e conteúdo; 
  • Presença de profissional qualificado e que entende a marca (o diretor financeiro); 
  • Gravação em 4k; 
  • Iluminação simples e que usa até luz natural; 
  • Boa edição com cortes padrão imprensa; 
  • Captação através de microfones de lapela também simples. Infelizmente não conseguimos encontrar o modelo exato. 

Agora veja esse outro vídeo, também no mesmo padrão: 

A variação no próprio objetivo do conteúdo é mínima. Como a história é boa e o roteiro é ótimo, é possível aproveitar modelos e até algumas filmagens (como no caso dos takes com drones) entre vários vídeos. 

A variedade nos formatos e a qualidade do resultado final levam a Sankhya a ter ótimos números de visualizações, que vão ser naturalmente menores do que vídeos mais generalistas como os que vimos anteriormente, nas PMEs: 

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Porém, atingir a consistência na casa dos milhares é um ótimo resultado para empresas de médio porte, especialmente em segmentos B2B. 

A produção de conteúdo visual está ao seu alcance hoje

‍

Montar o quadro de produção é o primeiro passo, é o seu plano para tirar as ideias do papel. 

Mas manter a rotina é a parte mais complicada. Alterações, compliance com a diretoria, indisponibilidade de pessoas para filmar, tudo isso exige um jogo de cintura que, em muitos casos, é melhor resolvido via terceirização com uma agência. 

A Adtail apoia a sua marca nessa etapa com duas frentes integradas:

  • Social Media: estratégia, cronograma mensal, produção de conteúdo criativo, gestão e agendamento de publicações e relatórios detalhados, com gerenciamento de plataformas como Instagram, TikTok e LinkedIn;

  • Produção Criativa: uma equipe com mais de 20 designers que entregam artes, animações e vídeos sob medida para a identidade da sua marca.

Essa integração entre estratégia, criação e performance já aparece nos nossos cases: a LP Beauty colocou um novo e-commerce no ar em 30 dias e recebeu 2 mil pedidos nas primeiras horas.

E a Casatema ampliou o faturamento em mais de 35% depois de um redesign focado em mobile e experiência do usuário.

Pronto para estruturar a produção visual da sua marca? Fale com um especialista da Adtail ainda hoje. 

Obrigado pela leitura e nos vemos no próximo artigo! 

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