
Se sua empresa faz posts no LinkedIn, me diga uma coisa: quantas vezes seu time elaborou um post interessante, bem cuidado, às vezes até com um ótimo vídeo, e recebeu um número de curtidas mínimo?
Pensando no que é esse mínimo: talvez 10% da sua base de seguidores? Nem tanto. Veja esse exemplo:

Esse é um post da RD Station, com vídeo, ótima legenda, oferecendo uma CTA para o podcast completo (que é gratuito) com todas as hashtags adequadas etc.
E o percentual de engajamento desse post ainda foi de 0,014%. Ou seja, de todos os 253.943 seguidores, apenas 0,014% entregaram um like para a RD Station.
E estamos falando aqui da maior plataforma de marketing digital do Brasil inteiro. Aliás, da América Latina inteira.
Por que isso acontece? O LinkedIn tem “segredos”? Se ele tiver, que segredo é esse? E será que é até possível marcas alcançarem um grande patamar de engajamento através dele?
É o que vamos conversar hoje aqui nesse texto. E primeiro, vamos começar determinando quais são nossas expectativas de engajamento no LinkedIn?
O que esperar de engajamento no LinkedIn — um estudo rápido

A verdade é que o engajamento no LinkedIn nunca foi dos melhores para marcas entregando conteúdo institucional básico.
Precisamos tirar isso do caminho bem rápido: o LinkedIn opera em frequências bem diferentes, sendo ao mesmo tempo muito interessante pelo lado algorítmico, mas também muito complexo de trabalhar apenas com uma marca.
A Social Insider fez um ótimo estudo em 2025 sobre o engajamento médio do LinkedIn, e encontrou uma taxa de engajamento de 5,19% no LinkedIn.
Para você ter uma ideia, a taxa média de engajamento do Instagram foi de 0,45% em 2025. E essa taxa nunca chegou a 2%.
A resposta para esse paradoxo é simples, mas também muito complexo: há tipos de conteúdo no LinkedIn que têm um engajamento extremo. Mas há outros tipos que têm taxas terríveis.
Vamos analisar esses tipos de conteúdo agora. Acompanhe o Top 3 de engajamento do LinkedIn logo abaixo:
O algoritmo favorece o EGC
O EGC sempre foi um dos grandes campeões de engajamento no LinkedIn desde o início da rede social.
O LinkedIn afirma que posts feitos por colaboradores têm 8x mais engajamento que posts feitos pela própria marca, no seu perfil institucional.
Há algumas questões que explicam esse grande engajamento do EGC. A primeira delas é a algorítmica.
O algoritmo do LinkedIn é bastante diferente das redes sociais comuns. Se uma empresa compartilha um post, ele vai ser exibido para seus seguidores, e cada pessoa que deixa um like, exibe esse conteúdo no feed das suas conexões.
Quando uma empresa publica algo na sua página institucional, ela está levando seu conteúdo primariamente para sua base de seguidores.
Mas quando um colaborador faz a publicação, ele está levando esse conteúdo para a sua própria base de seguidores.
Quando algum seguidor do colaborador interage com o material, a dança recomeça: todos os seguidores passam a ter acesso ao conteúdo, e podem se engajar com ele também.
Tudo isso vira um efeito cascata que aumenta muito o engajamento.
Mas isso não é à toa. O algoritmo não tem uma agenda oculta voltada para favorecer conteúdo EGC. O que acontece é que as pessoas que consomem conteúdo no LinkedIn preferem ver pessoas compartilhando ideias.
Marcas pautam o debate. Mas o que realmente move os leitores de conteúdo no LinkedIn não é a pauta, mas sim o próprio debate.
Marcas não debatem. Marcas raramente se posicionam de forma mais agressiva. Usuários sim.
Vamos conversar melhor sobre isso abaixo:
Pessoas gostam de conversar com pessoas
Esse é o principal fator de engajamento no LinkedIn, e um dos maiores motivos de posts institucionais não entregarem os melhores resultados possíveis.
O LinkedIn ainda é uma rede social. Mas ela vem com uma diferença grande em relação a outras: o networking que cada usuário faz pode se reverter em ganhos financeiros.
E mais do que isso: cada conversa tida com profissionais no LinkedIn proporciona um aprendizado muito maior do que qualquer carrossel no Instagram pode proporcionar.
Isso nos faz entender bem o que é valorizado no LinkedIn: oportunidades de crescimento, diálogo e networking.
É completamente natural que as pessoas prefiram esse tipo de conteúdo. Essa preferência se traduz na preferência algorítmica.
Há estudos que também mencionam a confiabilidade do conteúdo. Alguns chegam a mencionar que usuários, em média, confiam até 70% mais em conteúdo feito por pessoas.
Tudo isso nos leva a crer que o paradoxo que vimos no início desse tópico não é necessariamente tão paradoxal assim. É que as marcas insistem em produzir conteúdo no LinkedIn de uma forma quase cega, só postando e pronto.
E esse último ponto logo abaixo vai deixar isso ainda mais claro:
Conteúdo único, LinkedIn first, é o preferido dos usuários
Mas, ao mesmo tempo, ele é o menos produzido pelas marcas que trabalham no LinkedIn.
Um conteúdo LinkedIn First é aquele pensado para as realidades do LinkedIn. Sua contrapartida são os posts que vemos por aí, que buscam ser adequados para vários canais ao mesmo tempo.
Vamos pensar numa situação problemática:
Uma marca está fazendo uma campanha, e dentro dessa campanha, há a divulgação de um estudo. Ela cria um post central, que vai ser desdobrado em vários formatos: vídeo para os stories, carrossel para o feed do Instagram, artigo para o blog, etc.
Um desses formatos é o LinkedIn. Quando a marca faz o post, ela percebe que de todos os canais, o LinkedIn foi o que teve o menor engajamento.
O problema aí é claramente a falta de pensamento no LinkedIn como um formato distinto, que exige não só adequação, mas sim um post completamente novo, feito somente para ele.
A forma de conversar é diferente no LinkedIn. Os carrosséis são diferentes, as hashtags cumprem outros papéis, às vezes até o conteúdo que funcionaria muito bem para o segmento no Instagram acaba sendo notícia atrasada no LinkedIn.
Marcas que querem adequar posts para o LinkedIn precisam pensar menos em adequação e mais em criação do zero, distinta, voltada para o LinkedIn.

Com o que as marcas deveriam se preocupar ao fazer conteúdo para o LinkedIn?
Entendemos então quais são os campeões de engajamento no LinkedIn. Indo um pouco além, podemos pensar em formatos — na aparência dos posts mesmo — que fazem mais sucesso:
- Carrosséis em .pdf: maior retenção de tempo;
- Vídeos nativos: diferente de reposts. São vídeos publicados direto no LinkedIn;
- Enquete: com bom engajamento prévio, sinaliza mais autoridade para o algoritmo;
- Imagem única: normalmente usadas para ilustrar um post majoritariamente texto;
- Storytelling: posts somente texto costumam ter baixo engajamento, a não ser quando o texto está contando uma história;
Esses tipos de posts performam naturalmente melhor no LinkedIn, mas entender o engajamento da plataforma é entender também que o formato deve ser a menor das suas preocupações.
Posts de sucesso no LinkedIn estão menos relacionados à sua aparência, e muito mais com a estratégia por trás e a qualidade do conteúdo.
Vamos entender logo abaixo os três pilares principais que as marcas precisam levar em consideração na hora de criar para o LinkedIn: criação de autoridade, sinalização ao algoritmo e unidade editorial;
Analisando dessa forma, vamos conseguir entender o que realmente move as pessoas pelo lado do conteúdo. Depois, você pode complementar esses entendimentos com os formatos que trazem mais interação.
E não se preocupe: no próximo tópico, vamos conversar a fundo sobre os formatos de maior engajamento no LinkedIn, incluindo dicas de como produzi-los.
Acompanhe:
Criação de autoridade
Um ponto precisa ficar bastante claro aqui: a criação de autoridade é construída com o tempo e com um entendimento profundo do seu público-alvo.
Esse é, inclusive, outro argumento a favor do EGC. Geralmente, quem cria os posts do LinkedIn são as equipes de marketing. Essas equipes dominam a produção de conteúdo em si, mas não necessariamente os pormenores do segmento que a marca está.
A criação de autoridade ocorre quando esses dois eixos estão extremamente alinhados. Esse alinhamento, porém, leva tempo.
Não há fórmula mágica na criação de autoridade para uma marca, mas existem alguns ingredientes fundamentais, como:
- Participação ativa: a autoridade vai sendo construída com as ações da marca. Fazer é mais importante do que falar. Participe de eventos, tenha campanhas de outreach com o público, crie comunidades e divulgue;
- Insights originais: a palavra insight se refere originalmente ao olhar de alguém inserido em um contexto, que ilumina pessoas que não estão nesse contexto. A marca precisa focar em produzir conteúdo que ofereça esses insights;
- Presença: a marca não pode simplesmente postar e sumir por semanas ou meses. O LinkedIn é onde ela conta sua história;
- Storytelling: uma marca é composta por histórias. Cada trabalhador tem uma, cada ação transmite algo, cada movimento de mercado impacta a marca de uma forma que vale a pena contar;
- Atuação direta: a marca está envolvida diretamente no mercado, e precisa dar seu parecer sobre o que acontece com ele.
Essas são linhas gerais de construção de autoridade, mas cada marca vai trazer consigo elementos próprios, que só ela vai conseguir trabalhar bem.
É importante levar esses pontos em consideração e procurar entender quais são esses outros, específicos para você, seu público e seu mercado.
Sinalização ao algoritmo
A construção da autoridade vai gerar os primórdios do seu engajamento.
Organicamente, o ideal é que essa construção se torne interessante para o seu público-alvo antes de você pensar no que sinalizar ao algoritmo.
Só de ter interações no seu post você já está sinalizando ao LinkedIn que seu conteúdo é interessante.
E considerando que os posts curtidos pela sua rede vão aparecer para a os seguidores de quem curte e suas conexões, esse já é meio caminho andado.
Porém, há alguns pontos que você pode aplicar para deixar o algoritmo ainda mais atento para o que você posta, como:
- Interações: a sua marca interage com outras marcas? É importante que elas sejam. Comentários simples em outras publicações já são ótimos para sinalização do algoritmo. Inclusive, há relatos de que comentar alguns minutos antes de fazer o seu post aumenta a visibilidade do post, assim como comentar em publicações relacionadas por algumas horas após a sua publicação;
- Cluster de relevância: Seus colaboradores são ativos no LinkedIn? Eles marcam o @ da sua marca nas suas próprias publicações? Eles conversam sobre os assuntos que a marca conversa? Se sim, você está criando um cluster de relevância ao redor da sua marca. É importante que os perfis EGC tenham eles próprios estratégias para criar esses cluster, que vai muito além de compartilhar posts;
- Consistência temática: o algoritmo aprende por padrão. Se a marca fala hoje sobre performance, amanhã sobre cultura pop e depois sobre RH sem conexão estratégica, o modelo não consegue classificar claramente o seu domínio de autoridade. Manter pilares editoriais bem definidos aumenta a probabilidade de associação temática e distribuição para a audiência correta;
- Retenção no post: publicações estruturadas para manter leitura até o fim (ganchos fortes no início, quebras de linha estratégicas, listas escaneáveis) aumentam dwell time. Tempo de permanência é um sinal comportamental relevante para distribuição;
- Qualidade da rede: crescimento desordenado prejudica sinalização. Conectar-se com pessoas fora do ICP dilui o engajamento inicial. Uma base menor, mas alinhada ao tema central, gera taxas de interação proporcionalmente maiores — e isso impacta a distribuição.
Unidade e padronização editorial
As marcas precisam de engajamento e precisam de exposição no LinkedIn, mas elas não podem se perder em estratégias que não fazem sentido para seu core business.
Você vai encontrar várias marcas por aí falando sobre Big Brother, futebol, política etc. Isso funciona para marcas que estão inseridas nesses assuntos, mas nem tanto para outras.
A padronização editorial requer testes e mais testes. Conforme você vai publicando no LinkedIn, vai percebendo quais são os assuntos com maior alcance, mais lidos e com maior interação.
Seu trabalho é entender a estrutura desses posts, sobre o que eles falam, o que os comentários dizem e, depois disso, inserir tudo isso em calendários para continuar nos testes.
Os testes nunca acabam. O que acaba é o medo de publicar algo que nunca foi feito antes. Ele dá lugar à publicação de materiais cada vez mais alinhados com a marca, com o público e com o próprio LinkedIn.
Ações práticas para aumentar o engajamento no LinkedIn para marcas

Aumentar o engajamento no LinkedIn não precisa ser muito complicado para as marcas.
Como vimos, o trabalho é bem menos bombástico e muito mais estratégico, relacionado com o que você faz no dia a dia.
A questão principal é transmitir o que acontece na sua empresa e no seu mercado de forma confiável e consistente. O algoritmo vai entender isso e vai te posicionar bem, eventualmente.
Mas o que fazer na prática para que isso ocorra? Como realmente trabalhar o LinkedIn?
Existem algumas táticas relacionadas com como você executa seu marketing e conduz os negócios da empresa. É sobre isso que vamos conversar logo abaixo.
Focamos em 5 pontos principais:
- Alinhamento entre marketing/operação/vendas
- Boas práticas para produção de conteúdo relevante, interessante e bonito;
- Como empresas fazem comentários no LinkedIn;
- Como implementar uma política de EGC ética no LinkedIn;
- Criando um cluster de relevância no LinkedIn;
Acompanhe logo abaixo:
Alinhamento entre marketing, operação e vendas
Se a ideia é trabalhar LinkedIn de forma estratégica, o primeiro passo não é abrir o editor de texto. É sentar com marketing, operação e vendas na mesma mesa.
Não precisa ser uma reunião longa, mas precisa ser recorrente.
Quinzenalmente, alguém de marketing deve perguntar para vendas: quais são as objeções que mais apareceram essa semana? O que os prospects estão perguntando antes de fechar? Onde o processo trava?
Ao mesmo tempo, o time de operação pode compartilhar o que está sendo ajustado internamente, quais processos melhoraram, quais testes deram errado e quais deram certo.
O trabalho prático aqui é transformar rotina em narrativa, já que a matéria prima você e sua equipe já têm.
Crie um documento vivo onde essas informações são registradas. Não confie na memória. Toda objeção vira potencial post. Toda melhoria operacional pode virar aprendizado público.
Quando o LinkedIn passa a refletir o que realmente está acontecendo na empresa naquela semana, o conteúdo deixa de ser genérico e ganha muito mais densidade.
Boas práticas para produção de conteúdo relevante, interessante e visualmente bem executado
Produzir conteúdo relevante exige que a escrita tenha uma direção clara. Ou que seja nebulosa no início, mas que vá clareando cada vez mais.
Comece definindo quais assuntos a empresa quer dominar. Três a cinco pilares são suficientes. Se cada semana surge um tema completamente diferente, o algoritmo e a audiência não conseguem associar a marca a nada específico.
Na prática, pense sempre em dor real. O que o seu cliente erra? O que ele subestima? O que ele ainda não entendeu? Responda isso de forma clara.
Em termos de execução, facilite a leitura. LinkedIn é escaneável. Use quebras de linha, organize ideias em blocos lógicos e evite parágrafos longos demais.
Se for trabalhar com carrossel, construa uma sequência lógica. O primeiro slide precisa prometer algo claro. Os próximos precisam entregar progressão, não repetição.
E antes de publicar, faça um teste simples: alguém consegue aplicar isso amanhã? Se a resposta for sim, o conteúdo tende a gerar comentários mais qualificados.
Como empresas fazem comentários no LinkedIn
Comentar é uma das ferramentas mais subestimadas da plataforma.
Reserve um tempo diário para interagir com posts de clientes, parceiros e líderes do setor. Mas faça isso com intenção.
Um bom comentário adiciona algo novo. Pode ser um exemplo prático, um contraponto respeitoso ou um dado complementar.
Quando a empresa comenta com consistência, ela começa a aparecer repetidamente para a mesma audiência. Isso cria familiaridade.
Outra prática eficiente é comentar em temas relacionados pouco antes e logo depois de publicar algo próprio. Isso aumenta o fluxo de visitas ao perfil.
Comentários são microconteúdos, que constroem autoridade e conversam diretamente com o algoritmo do LinkedIn.
Como implementar uma política de EGC ética no LinkedIn
EGC funciona quando não é obrigatório.
O caminho prático é educar, não pressionar. Ofereça orientação sobre como estruturar um post, como escolher temas e como se posicionar com segurança. Mas deixe claro que cada colaborador mantém sua própria voz.
Crie um guia simples com direcionamentos estratégicos da empresa, mas evite scripts prontos. Pessoas percebem quando o discurso é artificial.
Outra ação importante é reconhecer publicamente quem produz bons conteúdos. Não como obrigação corporativa, mas como valorização profissional.
Quando colaboradores entendem que produzir conteúdo fortalece também suas próprias carreiras, o engajamento deixa de ser esforço institucional e passa a ser movimento natural.
Criando um cluster de relevância no LinkedIn
Clusters de relevância nascem a partir de conversas coordenadas.
Na prática, identifique quem já é ativo na empresa e alinhe temas prioritários. Não para que todos publiquem a mesma coisa, mas para que falem sobre o mesmo território sob ângulos diferentes.
Se o foco é performance, por exemplo, marketing pode falar de estratégia, vendas de objeções e operação de execução.
A marca, por sua vez, deve interagir com esses conteúdos de forma consistente. Isso cria um ecossistema visível para o algoritmo.
Com o tempo, o LinkedIn começa a associar aquele grupo de perfis a determinados assuntos. Essa associação acontece na repetição, post por post, dia após dia.
E repetição estratégica, quando é baseada em prática real, tende a gerar exatamente o que se busca: relevância percebida e engajamento consistente.

E por aí? Como você planeja e publica seus textos para o LinkedIn?
Para se aprofundar ainda mais nessa conversa, acesse nosso texto dedicado exclusivamente ao marketing B2B logo abaixo:
➡️ Marketing de conteúdo B2B: como atrair e engajar empresas
Obrigado pela leitura!
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