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Inteligência Artificial

Comércio agentivo é a nova era de compras assistidas por IA?

O que é o comércio agentivo? Estamos construindo essa resposta todos os dias. Veja quais funcionalidades do Google estão impulsionando o conceito hoje.
Comércio agentivo é a nova era de compras assistidas por IA?
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Comércio agentivo é a nova era de compras assistidas por IA?

O que é o comércio agentivo? Estamos construindo essa resposta todos os dias. Veja quais funcionalidades do Google estão impulsionando o conceito hoje.
Comércio agentivo é a nova era de compras assistidas por IA?

2026 é o ano de turbilhão para as IAs. A mais nova novidade, o comércio agentivo, vem com uma promessa imensa, e ao mesmo tempo, os medos que normalmente acompanham mudanças tão grandes — e alguns diriam, bruscas. 

Nós já conversamos aqui no blog sobre agentic search — busca agentiva — e o que isso representa para a search tradicional: menos cliques, maior relevância de cada clique. 

Porém, ao mesmo tempo, a search não desaparece. Ela ainda está lá, mas em índices menores. 

O comércio agentivo, ou agentic commerce, surge com essa mesma preocupação: teremos menos cliques no site? E ao mesmo tempo, teremos mais vendas na IA? 

Será que os sites estão com os dias contados? É bem provável que não. Acompanhe para saber mais: 

Entendendo o agentic commerce — o back-end

Antes de tudo, precisamos entender o funcionamento do que estão chamando de agentic commerce. Só deixando claro: está tudo em fase incipiente. Tudo o que estamos vendo aqui foi anunciado em 11 de janeiro de 2026. 

Os primeiros testes estão sendo realizados nesse momento, e são exclusivos do Google por enquanto. 

Então, o que temos não é exatamente o agentic commerce em prática, mas a promessa do agentic commerce.

Primeiro, o nome oficial: Universal Commerce Protocol, ou UCP. É uma tecnologia do Google que será aplicada nas páginas de resultados de experiências generativas. 

Ou seja: o UCP vai funcionar apenas no AI Mode do Google e no aplicativo do Gemini. Não há anúncios sobre seu funcionamento dentro do AI Overviews, que fornece respostas dentro da SERP padrão. 

Vamos conversar melhor sobre seu funcionamento logo abaixo, especialmente sobre o ponto mais revolucionário até agora: o check-out direto na IA. 

Veja: 

O molho está no check-out

O UCP é, pelo ponto de vista técnico, um conjunto de protocolos que permite a integração entre e-commerces e as ferramentas de IA do Google sem a necessidade de middlemen. 

Ou seja: as integrações não vão precisar ser configuradas em outras plataformas, mas dentro do ecossistema do Google. 

Esse protocolo vai permitir que os usuários do Google façam compras diretamente na experiência generativa, usando o Google Pay e, no futuro, o PayPal. 

Essas integrações permitem que o usuário na IA faça toda sua jornada dentro desse ambiente, possibilitando: 

  • Discovery: o usuário vai encontrar os produtos listados direto na IA do Google quando solicitar. Essa é a funcionalidade que a maioria das IAs está buscando implementar hoje; 
  • Carrinho: o agente consegue adicionar produtos ao carrinho do usuário; 
  • Checkout: o usuário, com a ajuda do agente, consegue finalizar a compra dentro do ambiente da IA, usando protocolos padrão (Agent2Agent, Agent Payments Protocol e Model Context Protocol); 
  • Pedido: descontos e frete são calculados de acordo com as políticas do e-commerce. 

Hoje, nenhuma IA oferece uma experiência de compras completa. A maioria está lutando para conseguir mostrar produtos atualizados com o site na fase de Discovery. 

Mas essa não é a única grande revolução que o Google está planejando com o UCP. Veja logo abaixo os próximos passos, e especialmente, o conceito de agentic commerce se formando: 

Business Agent — a experiência de IA para e-commerces

Junto com o UCP, o conjunto de protocolos da IA do Google para e-commerce, também tivemos o anúncio do Business Agent. 

O Business Agent é uma tecnologia do Google que vai inserir agentes de IA específicos dentro das SERPs, inicialmente para branded search e junto com a experiência geral da SERP. 

Um exemplo: 

Vemos, nesse caso, um botão logo abaixo do knowledge panel da SERP para a palavra-chave “Lowe’s”.

Quando a pessoa clica nesse botão, um chatbot específico, voltado para vendas, surge: 

Ou seja: é uma experiência de branded AI, com um chatbot exclusivo para a sua marca, “criado” pelo Google. 

No momento da redação desse report, não é possível fazer compras diretamente por essa experiência. Ela está principalmente oferecendo links de acordo com a sua intenção de pesquisa e compra. 

Algumas marcas, como a Lowe’s, Michael’s, Poshmark e Reebok já estão presentes no lançamento da funcionalidade, que por enquanto só está funcionando nos E.U.A. 

O Google promete fortalecer o formato com personalização, data training avançado brand side e compras diretas feitas pelo usuário ou diretamente pelo agente. 

Só um momento para apreciar essa revolução na experiência de compras. Nunca chegamos nem perto de uma experiência assim no Google, e aparentemente, esse será o futuro do buscador. 

Mas ainda há uma outra nova funcionalidade que está criando os fundamentos do comércio agentivo, e essa envolve o maior mistério do Google no momento: como continuar tendo lucros com o Google Ads na era das IAs? 

Direct Offers — o braço do Google Ads dentro das IAs

A dúvida terminou: o Google Ads vai sim funcionar dentro das experiências de IA do Google, e de um jeito muito mais direto do que estávamos imaginando. 

Depois do ChatGPT determinar que os anúncios estão vindo para a plataforma, agora é a vez do Google nos mostrar suas cartas nesse novo mercado. 

O Direct Offers é a sua resposta. O formato promete entregar ofertas para os usuários durante a navegação no Gemini ou AI Mode “ao perceber intenção de compra”. 

Entre aspas porque não há informações de como essa intenção de compra será percebida, mas podemos imaginar alguns cenários BoFu bem óbvios, como “estou querendo comprar um tapete”. 

Como podemos ver, a primeira interação começou falando sobre a necessidade da pessoa: um novo tapete. 

A resposta guia o usuário pela fase de Discovery e Consideration (em teoria), e apresenta produtos com desconto (configurados via Google Ads): 

Então, a guerra das IAs em relação a anúncios (veja o comercial da Anthropic) pode estar com os dias contados: se o Google vem com o Google Ads e a OpenAI com o ChatGPT Ads, é muito provável que todas as IAs vão ter essa funcionalidade. 

A ideia é combinar todas essas funcionalidades, criando o primeiro framework formal de comércio agentivo da história da internet. 

E segundo o Google…

O comércio agentivo é inevitável

A era do comércio agentivo está chegando muito rápido. É bem provável que, ainda em 2026, tudo isso que conversamos estará disponível para o mundo todo. 

A ideia é que a IA consiga organizar toda a jornada de compras. Na fase de Discovery, o usuário discute possibilidades com o Gemini. Em Consideration, ele discute as melhores marcas e produtos para o problema identificado. 

E no Fundo do Funil, as compras são feitas no mesmo ambiente, sem a necessidade de cliques extras. 

Se esse processo for conduzido no Gemini padrão, a jornada fica um pouco mais difusa, e o anunciante do Direct Offers tem menos possibilidades e mais concorrência nos seus anúncios. 

Ao mesmo tempo, se o processo for conduzido dentro do ambiente do Business Agent, as possibilidades que a marca têm são maiores: apresentar mais produtos, descontos específicos, personalização nas mensagens, etc. 

Essa é provavelmente a nova era do Funil de Vendas. Para fazer parte dela, você precisa procurar parcerias sólidas desde já, com agências que entendem o formato. 

Mas como? 

Como sua marca pode fazer parte do comércio agentivo

O momento que estamos vivendo é o que Karly Cyr, Diretora Sênior de Marketing de Produto na Salesforce, chama de IA Ativa — aquela capaz de agir por si própria, com um set de instruções cada vez menor. 

O nível de atividade dessa IA vai além até do que o esperado. No Direct Offers, por exemplo, a IA está mostrando anúncios sem o usuário pedir produtos específicos para comprar agora

E essa mudança está vindo primeiro da internet, a ser acompanhada pelo mercado. Não o contrário. 

Quem está começando a mudança, o investimento em mais autonomias no comércio agentivo, é o próprio Google. 

Esse é o momento das marcas se prepararem para o que está por vir. E nos tópicos abaixo, vamos conversar melhor sobre quando e como começar. 

Roadmap — quando o comércio agentivo começa?

Não é fácil determinar quando tudo isso que conversamos entra em prática no Brasil, até porque essas funcionalidades estão em fase beta lá nos E.U.A.

Nem com VPN configurada você vai encontrar essas funcionalidades. É possível ver o ecossistema se formando em detalhes, mas na prática, nada disso ainda está inaugurado. 

Pensando nisso, podemos pensar em um roadmap bem inferido, usando os lançamentos anteriores do Google como base. 

E que ótimo que estamos vivendo em uma era de vários e vários lançamentos do Google para ter essa base comparativa. 

Acompanhe abaixo uma aproximação do que pode ser o roadmap do Google na implementação do agentic commerce

  • Fase 1: Sandbox nos E.U.A. — é o que está acontecendo agora. A infraestrutura está sendo testada em outras ferramentas, de forma sutil, pré launch. As ferramentas vão se consolidar por lá nessa fase inicial;  
  • Fase 2: expansão para mercados T1 — historicamente, os mercados tier 1 do Google — Europa, Reino Unido e Canadá — recebem atualizações logo após os E.U.A;

  • Fase 3: testes no Brasil — é muito provável que essas ferramentas serão testadas aqui no Brasil uma a uma. É difícil dizer se elas serão inauguradas já funcionais, mas uma a uma, ou se elas vão passar pelo processo de testagem da Fase 1 novamente; 
  • Fase 4 e além — preparativos para o lauch no mundo inteiro. 

Não é um ótimo roadmap porque não temos informações suficientes. É melhor esperar para acompanhar os resultados do lançamento nos E.U.A. primeiro. 

Como preparar o site para o comércio agentivo? 

É possível preparar seu site, mas provavelmente não da forma que você está imaginando. 

Aliás, muito diferente da forma como a maioria dos desenvolvedores, web developers e profissionais de marketing pensa quando o assunto é otimização do site. 

Antes de tudo: dados estruturados. Eles deixam de ser SEO técnico e passam a ser um pré-requisito. É através desses dados que o comércio agentivo vai acontecer. 

É impossível esperar que a IA recomende seus produtos sem fornecer dados. E a forma padrão de oferecer esses dados são os dados estruturados. 

Temos um texto sobre isso, inclusive: 

➡️ Marcação de dados estruturados e Schema Markup para iniciantes

Essa é a principal revisão que você já deveria estar fazendo nesse momento. Uma análise, nem que seja com o ScreamingFrog grátis, já vai te mostrar alguns pontos iniciais do caminho a seguir. 

Como anunciar no comércio agentivo? 

Como vimos no roadmap, não temos muitas informações no momento sobre como os anúncios e o agentic commerce dentro da SGE vai funcionar exatamente. 

Mas uma coisa é bastante provável: o ambiente deve ser o Google Ads. 

Nesse momento, contar com a experiência de profissionais é o caminho correto a se seguir. 

E já que estamos falando nisso: 

Como encontrar a agência parceira para o comércio agentivo? 

O seu foco no momento deveria estar, na verdade, no desenvolvimento de ações que vão te ajudar tanto no cenário atual que estamos quanto no planejamento para o futuro. 

O futuro, nesse caso, é o comércio agentivo. 

Isso porque a expertise no marketing digital no geral já é um ótimo indicador de que a parceria que você está fechando, ou gostaria de fechar, vai te oferecer resultados constantes, no curto e longo prazo. 

O conhecimento necessário para colocar o comércio agentivo em prática são conhecimentos de marketing digital. 

A infraestrutura de anúncios é do Google Ads, então agências especializadas no Google Ads saem na frente. 

E ao mesmo tempo, os ajustes no site são relacionados ao schema, e as integrações com plataformas de e-commerces serão feitas diretamente pelo Google. 

Ou seja: agências full-service, que entendem do marketing digital como conceito geral, vão conseguir aplicar o comércio agentivo sem muitas dificuldades. 

É o que oferecemos aqui na Adtail: uma experiência completa em marketing para garantir que seu cliente tenha uma experiência completa com a sua marca. 

Conheça nossos cases e entenda como aplicamos o conceito de full service dentro do marketing digital. 

E aproveite para ver como as marcas conseguem transformar sua realidade em poucos meses aplicando nossas estratégias. 

O link está abaixo. Obrigado pela leitura! 

➡️ Conheça os cases Adtail

Escrito por:
Redação

2026 é o ano de turbilhão para as IAs. A mais nova novidade, o comércio agentivo, vem com uma promessa imensa, e ao mesmo tempo, os medos que normalmente acompanham mudanças tão grandes — e alguns diriam, bruscas. 

Nós já conversamos aqui no blog sobre agentic search — busca agentiva — e o que isso representa para a search tradicional: menos cliques, maior relevância de cada clique. 

Porém, ao mesmo tempo, a search não desaparece. Ela ainda está lá, mas em índices menores. 

O comércio agentivo, ou agentic commerce, surge com essa mesma preocupação: teremos menos cliques no site? E ao mesmo tempo, teremos mais vendas na IA? 

Será que os sites estão com os dias contados? É bem provável que não. Acompanhe para saber mais: 

Entendendo o agentic commerce — o back-end

Antes de tudo, precisamos entender o funcionamento do que estão chamando de agentic commerce. Só deixando claro: está tudo em fase incipiente. Tudo o que estamos vendo aqui foi anunciado em 11 de janeiro de 2026. 

Os primeiros testes estão sendo realizados nesse momento, e são exclusivos do Google por enquanto. 

Então, o que temos não é exatamente o agentic commerce em prática, mas a promessa do agentic commerce.

Primeiro, o nome oficial: Universal Commerce Protocol, ou UCP. É uma tecnologia do Google que será aplicada nas páginas de resultados de experiências generativas. 

Ou seja: o UCP vai funcionar apenas no AI Mode do Google e no aplicativo do Gemini. Não há anúncios sobre seu funcionamento dentro do AI Overviews, que fornece respostas dentro da SERP padrão. 

Vamos conversar melhor sobre seu funcionamento logo abaixo, especialmente sobre o ponto mais revolucionário até agora: o check-out direto na IA. 

Veja: 

O molho está no check-out

O UCP é, pelo ponto de vista técnico, um conjunto de protocolos que permite a integração entre e-commerces e as ferramentas de IA do Google sem a necessidade de middlemen. 

Ou seja: as integrações não vão precisar ser configuradas em outras plataformas, mas dentro do ecossistema do Google. 

Esse protocolo vai permitir que os usuários do Google façam compras diretamente na experiência generativa, usando o Google Pay e, no futuro, o PayPal. 

Essas integrações permitem que o usuário na IA faça toda sua jornada dentro desse ambiente, possibilitando: 

  • Discovery: o usuário vai encontrar os produtos listados direto na IA do Google quando solicitar. Essa é a funcionalidade que a maioria das IAs está buscando implementar hoje; 
  • Carrinho: o agente consegue adicionar produtos ao carrinho do usuário; 
  • Checkout: o usuário, com a ajuda do agente, consegue finalizar a compra dentro do ambiente da IA, usando protocolos padrão (Agent2Agent, Agent Payments Protocol e Model Context Protocol); 
  • Pedido: descontos e frete são calculados de acordo com as políticas do e-commerce. 

Hoje, nenhuma IA oferece uma experiência de compras completa. A maioria está lutando para conseguir mostrar produtos atualizados com o site na fase de Discovery. 

Mas essa não é a única grande revolução que o Google está planejando com o UCP. Veja logo abaixo os próximos passos, e especialmente, o conceito de agentic commerce se formando: 

Business Agent — a experiência de IA para e-commerces

Junto com o UCP, o conjunto de protocolos da IA do Google para e-commerce, também tivemos o anúncio do Business Agent. 

O Business Agent é uma tecnologia do Google que vai inserir agentes de IA específicos dentro das SERPs, inicialmente para branded search e junto com a experiência geral da SERP. 

Um exemplo: 

Vemos, nesse caso, um botão logo abaixo do knowledge panel da SERP para a palavra-chave “Lowe’s”.

Quando a pessoa clica nesse botão, um chatbot específico, voltado para vendas, surge: 

Ou seja: é uma experiência de branded AI, com um chatbot exclusivo para a sua marca, “criado” pelo Google. 

No momento da redação desse report, não é possível fazer compras diretamente por essa experiência. Ela está principalmente oferecendo links de acordo com a sua intenção de pesquisa e compra. 

Algumas marcas, como a Lowe’s, Michael’s, Poshmark e Reebok já estão presentes no lançamento da funcionalidade, que por enquanto só está funcionando nos E.U.A. 

O Google promete fortalecer o formato com personalização, data training avançado brand side e compras diretas feitas pelo usuário ou diretamente pelo agente. 

Só um momento para apreciar essa revolução na experiência de compras. Nunca chegamos nem perto de uma experiência assim no Google, e aparentemente, esse será o futuro do buscador. 

Mas ainda há uma outra nova funcionalidade que está criando os fundamentos do comércio agentivo, e essa envolve o maior mistério do Google no momento: como continuar tendo lucros com o Google Ads na era das IAs? 

Direct Offers — o braço do Google Ads dentro das IAs

A dúvida terminou: o Google Ads vai sim funcionar dentro das experiências de IA do Google, e de um jeito muito mais direto do que estávamos imaginando. 

Depois do ChatGPT determinar que os anúncios estão vindo para a plataforma, agora é a vez do Google nos mostrar suas cartas nesse novo mercado. 

O Direct Offers é a sua resposta. O formato promete entregar ofertas para os usuários durante a navegação no Gemini ou AI Mode “ao perceber intenção de compra”. 

Entre aspas porque não há informações de como essa intenção de compra será percebida, mas podemos imaginar alguns cenários BoFu bem óbvios, como “estou querendo comprar um tapete”. 

Como podemos ver, a primeira interação começou falando sobre a necessidade da pessoa: um novo tapete. 

A resposta guia o usuário pela fase de Discovery e Consideration (em teoria), e apresenta produtos com desconto (configurados via Google Ads): 

Então, a guerra das IAs em relação a anúncios (veja o comercial da Anthropic) pode estar com os dias contados: se o Google vem com o Google Ads e a OpenAI com o ChatGPT Ads, é muito provável que todas as IAs vão ter essa funcionalidade. 

A ideia é combinar todas essas funcionalidades, criando o primeiro framework formal de comércio agentivo da história da internet. 

E segundo o Google…

O comércio agentivo é inevitável

A era do comércio agentivo está chegando muito rápido. É bem provável que, ainda em 2026, tudo isso que conversamos estará disponível para o mundo todo. 

A ideia é que a IA consiga organizar toda a jornada de compras. Na fase de Discovery, o usuário discute possibilidades com o Gemini. Em Consideration, ele discute as melhores marcas e produtos para o problema identificado. 

E no Fundo do Funil, as compras são feitas no mesmo ambiente, sem a necessidade de cliques extras. 

Se esse processo for conduzido no Gemini padrão, a jornada fica um pouco mais difusa, e o anunciante do Direct Offers tem menos possibilidades e mais concorrência nos seus anúncios. 

Ao mesmo tempo, se o processo for conduzido dentro do ambiente do Business Agent, as possibilidades que a marca têm são maiores: apresentar mais produtos, descontos específicos, personalização nas mensagens, etc. 

Essa é provavelmente a nova era do Funil de Vendas. Para fazer parte dela, você precisa procurar parcerias sólidas desde já, com agências que entendem o formato. 

Mas como? 

Como sua marca pode fazer parte do comércio agentivo

O momento que estamos vivendo é o que Karly Cyr, Diretora Sênior de Marketing de Produto na Salesforce, chama de IA Ativa — aquela capaz de agir por si própria, com um set de instruções cada vez menor. 

O nível de atividade dessa IA vai além até do que o esperado. No Direct Offers, por exemplo, a IA está mostrando anúncios sem o usuário pedir produtos específicos para comprar agora

E essa mudança está vindo primeiro da internet, a ser acompanhada pelo mercado. Não o contrário. 

Quem está começando a mudança, o investimento em mais autonomias no comércio agentivo, é o próprio Google. 

Esse é o momento das marcas se prepararem para o que está por vir. E nos tópicos abaixo, vamos conversar melhor sobre quando e como começar. 

Roadmap — quando o comércio agentivo começa?

Não é fácil determinar quando tudo isso que conversamos entra em prática no Brasil, até porque essas funcionalidades estão em fase beta lá nos E.U.A.

Nem com VPN configurada você vai encontrar essas funcionalidades. É possível ver o ecossistema se formando em detalhes, mas na prática, nada disso ainda está inaugurado. 

Pensando nisso, podemos pensar em um roadmap bem inferido, usando os lançamentos anteriores do Google como base. 

E que ótimo que estamos vivendo em uma era de vários e vários lançamentos do Google para ter essa base comparativa. 

Acompanhe abaixo uma aproximação do que pode ser o roadmap do Google na implementação do agentic commerce

  • Fase 1: Sandbox nos E.U.A. — é o que está acontecendo agora. A infraestrutura está sendo testada em outras ferramentas, de forma sutil, pré launch. As ferramentas vão se consolidar por lá nessa fase inicial;  
  • Fase 2: expansão para mercados T1 — historicamente, os mercados tier 1 do Google — Europa, Reino Unido e Canadá — recebem atualizações logo após os E.U.A;

  • Fase 3: testes no Brasil — é muito provável que essas ferramentas serão testadas aqui no Brasil uma a uma. É difícil dizer se elas serão inauguradas já funcionais, mas uma a uma, ou se elas vão passar pelo processo de testagem da Fase 1 novamente; 
  • Fase 4 e além — preparativos para o lauch no mundo inteiro. 

Não é um ótimo roadmap porque não temos informações suficientes. É melhor esperar para acompanhar os resultados do lançamento nos E.U.A. primeiro. 

Como preparar o site para o comércio agentivo? 

É possível preparar seu site, mas provavelmente não da forma que você está imaginando. 

Aliás, muito diferente da forma como a maioria dos desenvolvedores, web developers e profissionais de marketing pensa quando o assunto é otimização do site. 

Antes de tudo: dados estruturados. Eles deixam de ser SEO técnico e passam a ser um pré-requisito. É através desses dados que o comércio agentivo vai acontecer. 

É impossível esperar que a IA recomende seus produtos sem fornecer dados. E a forma padrão de oferecer esses dados são os dados estruturados. 

Temos um texto sobre isso, inclusive: 

➡️ Marcação de dados estruturados e Schema Markup para iniciantes

Essa é a principal revisão que você já deveria estar fazendo nesse momento. Uma análise, nem que seja com o ScreamingFrog grátis, já vai te mostrar alguns pontos iniciais do caminho a seguir. 

Como anunciar no comércio agentivo? 

Como vimos no roadmap, não temos muitas informações no momento sobre como os anúncios e o agentic commerce dentro da SGE vai funcionar exatamente. 

Mas uma coisa é bastante provável: o ambiente deve ser o Google Ads. 

Nesse momento, contar com a experiência de profissionais é o caminho correto a se seguir. 

E já que estamos falando nisso: 

Como encontrar a agência parceira para o comércio agentivo? 

O seu foco no momento deveria estar, na verdade, no desenvolvimento de ações que vão te ajudar tanto no cenário atual que estamos quanto no planejamento para o futuro. 

O futuro, nesse caso, é o comércio agentivo. 

Isso porque a expertise no marketing digital no geral já é um ótimo indicador de que a parceria que você está fechando, ou gostaria de fechar, vai te oferecer resultados constantes, no curto e longo prazo. 

O conhecimento necessário para colocar o comércio agentivo em prática são conhecimentos de marketing digital. 

A infraestrutura de anúncios é do Google Ads, então agências especializadas no Google Ads saem na frente. 

E ao mesmo tempo, os ajustes no site são relacionados ao schema, e as integrações com plataformas de e-commerces serão feitas diretamente pelo Google. 

Ou seja: agências full-service, que entendem do marketing digital como conceito geral, vão conseguir aplicar o comércio agentivo sem muitas dificuldades. 

É o que oferecemos aqui na Adtail: uma experiência completa em marketing para garantir que seu cliente tenha uma experiência completa com a sua marca. 

Conheça nossos cases e entenda como aplicamos o conceito de full service dentro do marketing digital. 

E aproveite para ver como as marcas conseguem transformar sua realidade em poucos meses aplicando nossas estratégias. 

O link está abaixo. Obrigado pela leitura! 

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