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Produção criativa

Tendências de branding e identidade visual para 2026 (+ IA)

Veja as principais tendências de branding de 2026, e também uma lista com as principais ferramentas do momento para criar, formalizar e acompanhar a aplicação da sua identidade visual.
Tendências de branding e identidade visual para 2026 (+ IA)
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Produção criativa

Tendências de branding e identidade visual para 2026 (+ IA)

Veja as principais tendências de branding de 2026, e também uma lista com as principais ferramentas do momento para criar, formalizar e acompanhar a aplicação da sua identidade visual.
Tendências de branding e identidade visual para 2026 (+ IA)

Falar sobre gestão de marcas é bastante interessante hoje, especialmente quando começamos a tratar de branding. 

O branding sempre foi um ponto importantíssimo no marketing digital, funcionando como uma fachada online, praticamente. 

Como não estamos entrando nas lojas fisicamente, cada elemento do branding funciona como uma unidade de sentido para a marca no seu posicionamento digital. 

Hoje, com a IA, muitas marcas estão relegando esse trabalho à máquina. No texto de hoje, vamos trazer os fundamentos centrais do branding, e entender juntos qual é o papel da IA nessa função. 

A IA traz escalabilidade, mas o lado criativo e estratégico do branding não mudou. Logo no primeiro tópico, que vem agora, vamos entender juntos as tendências do branding 2026, onde a IA entra no processo, e os recursos fundamentais para te ajudar a criar. 

Vamos lá? 

Branding em 2026: foco no lado humano 

Graphéine no Behance

‍

A situação do branding em 2026 é bastante nova. Nunca houve, na história do marketing digital, a possibilidade de criar toda uma identidade visual, inclusive com informações técnicas, sem precisar abrir o Illustrator. 

Os resultados, porém, variam bastante. Em alguns casos, a automação dessa criatividade com a IA não se parece com automação: o trabalho de prompting e refinamento são o suficiente para entregar um material original. 

Mas em muitos outros casos, o resultado acaba saindo genérico, pouco aplicável e servindo não como expressão da marca, mas como uma ilustração. 

O trabalho do branding é acima de tudo criar uma impressão forte, difícil de esquecer, e muito fácil de lembrar. 

Isso acontece de forma automática. Se você pensar na palavra Bombril, a embalagem, a logo e as cores da marca simplesmente surgem na sua imaginação. 

Antes de entrarmos nos principais pormenores do branding, precisamos conversar sobre esses três pontos: 

  • Quais são as tendências do branding na era da IA; 
  • Quais são as principais ferramentas que designers usam para criar; 
  • Qual é o lugar da IA no branding atual. 

Vamos lá: 

Tendências de branding em 2026

Série de banners Pet’s Home, por Bright Funk 

‍

As tendências de design em 2026 tendem a deixar claro o toque humano nas composições. Isso se traduz em uma infinidade de aplicações. Podemos citar: 

  • Ilustrações feitas à mão;

  • Textura visual, como film grain, background com textura intrincada ao invés de cores chapadas;
  • Assimetria em composições; 
  • Composições com camadas sobrepostas; 
  • Colagens, misturas de texto com recursos gráficos, usos inusitados na aplicação da marca dependendo do contexto; 
  • Micro imperfeições como parte da identidade; 

Dentre outros. Essa é a tendência do ano: não necessariamente ser anti-IA, mas deixar claro que o trabalho de composição da identidade visual não depende dela. 

‍

Série de banners Pet’s Home, por Bright Funk 

‍

Mas claro: isso não precisa necessariamente se traduzir em identidades visuais como as que estamos trazendo aqui nas imagens, que têm um estilo próprio bastante arrojado. 

É possível ter um tom mais sério, mais comercial e corporativo, e ainda aplicar esses conceitos. 

É o que está sendo discutido hoje como taste — o bom gosto. Veja um exemplo retirado direto do Dribble: 

‍

Outcrowd no Dribble

‍

Ou essa outra logo, do mesmo estúdio do design, que busca unir os dois universos: 

‍

Outcrowd no Dribble

Logo abaixo, separamos uma lista bastante interessante de alguns preceitos de design que estão muito em alta em 2026. Fizemos uma exploração aprofundada deles e trouxemos alguns exemplos também para ilustrá-los. 

Você vai perceber que o sentimento Anti-IA não vem partindo dos próprios designers, mas sim dos consumidores, que vêem o uso da ferramenta como baixo esforço, que se reflete no serviço prestado ou no produto vendido.

➡️ Leia também: Como usar a IA sem fazer parecer que você está usando IA

1 — Inovação e economia para lidar com a economia da atenção

 A maior tendência de branding para 2026 é prestar menos atenção nas tendências. 

A economia da atenção existe por conta da forma com que consumimos conteúdo hoje: um jeito mais rápido, mais efêmero, e sem muita conexão direta com o conteúdo. 

Trabalhar o branding nessa era significa, principalmente, inovar. 

‍

Fonzi Nils: Best Friend. Fonte: Behance 

‍

Seguir demais o que está sendo feito no design contemporâneo é basicamente se colocar como mais uma marca, especialmente se a IA é a principal responsável pelo trabalho de criação. 

A melhor forma de aplicar esse espírito inovador é aplicando três ingredientes diferentes: 

  • Traduzir o core da marca da maneira mais apropriada, sem pensar tanto no que está sendo feito por outras marcas; 
  • Usar o mínimo de sinais possível para essa tradução; 
  • Trazer o máximo possível de clareza no resultado final. 

‍

Erich Brechbuhl no Behance 

‍

Economia em alta — elementos que transmitem bem o conceito 

  • Minimalismo em imagens onde for possível; 
  • Apenas um sinal principal se sobressaindo sobre todos;
  • Formas geométricas simples, como linhas, blocos, círculos, etc; 
  • Cores fortes e chamativas; 
  • Menos 3D, mais elementos flat; 
  • Preferência por espaço neutro (branco) ao invés de outros elementos que causam ruído; 

2 — Usabilidade demonstrada no design 

Outro ponto que a economia da atenção gera, ainda que de forma mais indireta, é a necessidade do público consumidor por utilidade demonstrada. 

Isso é especialmente necessário em soluções SaaS, que estão disputando o mercado como nunca na era pós-IA. 

Segundo o Imarc Group, há uma expectativa de crescimento de 13,8% ano a ano do setor até 2034. E para além das estatísticas, o mercado está cada vez mais competitivo, com novas ferramentas surgindo o tempo todo. 

Qual é a resposta do branding para essa situação? A demonstração de utilidade. Mostrar, através dos elementos que compõem a marca, como ela pode ser útil para seus clientes. 

‍

Eiko Ojala no Behance

‍

Uma das principais formas de transmitir essa usabilidade do serviço ou do produto é aplicando o design como ferramenta. 

No caso do branding, o design como ferramenta de expressão criativa. Ele deve transmitir, com a economia que vimos no item anterior, qual é seu propósito a uma primeira olhada. 

O entendimento é simples, mas a aplicação é complexa: o design precisa ser útil para a marca. Ele deve complementá-la, explicando visualmente o que a marca faz. 

Logo abaixo, veja como isso se reflete na prática: 

Usabilidade em primeiro lugar — aplicando o conceito 

  • Tipografias simples, mas não básicas. Elas devem complementar a identidade visual e não roubar a cena; 
  • Com a fonte simples, vem também uma copy arrojada. Não vale a pena relegar o serviço para a IA. É nessa parte que o maior risco de soar genérico aparece; 
  • Formas simples, sem adornos desnecessários; 
  • Destaques para as partes mais importantes do design e da copy; 
  • Um sinal que se sobressai, ilustrando o conceito do branding. Esse sinal deve estar intimamente associado ao que a marca faz;
  • Pense no design como ferramenta, não como decoração.

3 — A linguagem da comunidade 

Tudo no marketing funciona a partir do público-alvo que você está tentando atingir. No branding, isso é ainda mais necessário. 

Imagine criar uma marca pet e, para o branding, usar o estilo de start-ups. Simplesmente não combina. 

A análise de público-alvo deve identificar a comunidade ao redor do produto ou serviço que você está oferecendo. E depois, o branding deve buscar conversar com esse público. 

‍

TATA Cafe no Behance

‍

Hoje, o marketing de comunidades está mais presente do que a maioria das marcas imagina. 

Não é necessário criar canais do Telegram, grupos no WhatsApp, subreddits, etc. Uma página do Instagram bem movimentada já está em contato com a comunidade. 

Os posts dessa página são como prompts que iniciam as conversas. Se o seu branding não reflete os valores da comunidade, você vai ter menos engajamento no Instagram, menos vendas, e um potencial de memória também menor. 

A marca como moderadora — como aplicar conceitos de comunidade no branding?

  • Unidade no estilo facilitando o reconhecimento da marca; 
  • Elementos de design distintivos e únicos; 
  • Repetição de elementos testados e aprovados pela comunidade; 
  • Símbolos que usuários podem compartilhar uns com os outros. 
  • Lógica interna da marca coerente em todas as suas expressões, do e-mail ao poster; 

Mais tendências de design de 2026 listadas — e esclarecendo alguns pontos 

Kanana no Behance 

‍

Tudo o que conversamos até agora se aplica para o branding como um todo, não só para a identidade visual da marca. 

É claro: o visual, junto com o elemento verbal da copy, são os elementos mais óbvios do branding. 

Mas tudo é branding: como a marca se porta, que produtos ela cria, como ela vende, como ela resolve problemas, etc. 

Um bom SLA, por exemplo, também faz parte do branding. Ele atua no momento mais importante da venda: no fechamento, na recompra e na prevenção do churn, especialmente para empresas SaaS. 

Logo abaixo, uma última lista de outras tendências de design de 2026 que não incluímos aqui em detalhes porque ainda temos bastante para conversar. Veja: 

  • Personagens de marca vivos: logos e elementos passam a "reagir" (estados calmo/ativo/focado), trazendo mais humanidade e conexão emocional à identidade;

  • Sistema modular em vez de brand book rígido: identidades passam a funcionar como "construtor" com módulos combináveis, mantendo consistência mesmo com crescimento e mudanças;

  • Mistura de analógico e digital: uso de texturas, escaneados e formas retrofuturistas para dar profundidade sensorial e sensação de memória/tempo à marca;

  • Foco em cibersegurança: proteção de dados vira parte da percepção da marca, exigindo autenticação forte, coleta mínima de dados e transparência com o usuário.

Qual é o papel da IA no branding em 2026 e além? 

Gustavo Estevão no Behance

‍

A IA tem um papel muito importante no branding, mesmo que ela passe longe do processo criativo. 

O que ela traz para todas as marcas é uma vantagem competitiva enorme em relação às que não a aplicam de maneira nenhuma. 

Com a IA, marcas conseguem economizar tempo e recursos que devem ser usados ao máximo no próprio processo criativo. 

O branding é entregue, normalmente, como um documento. Esse documento atua como posicionamento da marca, e tende a ser bastante aprofundado. A identidade visual, inclusive, está inserida dentro do projeto de branding. 

Esse processo leva tempo quando é feito internamente, e gasta dinheiro do caixa da empresa quando ele é terceirizado. 

A IA entra nas próximas etapas, principalmente. Seu trabalho está na diversificação de formatos, na ampliação das capacidades do branding, na distribuição de conteúdo, etc. 

Sendo mais direto ao ponto, a IA ajuda no branding ao: 

  • Criar e adaptar conteúdo para plataformas diferentes, partindo da base inicial do branding; 
  • Gerar ideias para estratégias com a marca; 
  • Responder mais rápido a mudanças no comportamento do público-alvo; 
  • Analisar e otimizar a brand visibility online; 

Dentre outros pontos específicos para cada operação. Esses links se aprofundam muito mais nesses assuntos, vale a pena lê-los bem. 

Porém, também precisamos entender que o uso da IA e sua aplicação no branding não vem sem responsabilidades. 

Vamos conversar sobre as principais preocupações que marcas e designers precisam ter para inserir a IA de forma instrumentalizada no marketing. E logo depois, sobre ferramentas de IA que viabilizam o que estamos conversando. 

Acompanhe: 

Framework ético 

Uma ótima pedida em todo trabalho que envolve IA ter um ponto de partida comum para todos que estão lidando com a marca. Sugerimos a criação de um framework ético. 

Esse framework é um conjunto de instruções para o uso correto da IA, especialmente a IA generativa, quando ela vai lidar com a marca. 

Os pontos presentes nesse framework são específicos para a sua marca. É você que precisa criá-los. Mas veja alguns bastante comuns, inspirados por publicações na área (IBM e Adobe): 

  • Abordagem human-centric: ninguém deve ser obrigado a trabalhar com IA caso não queira. O trabalho de criação e conceituação deve partir do time, e feito de forma colaborativa. Da mesma forma que a IA não decide sozinha, ninguém decide sozinho; 
  • Não deve parecer IA: as pessoas estão de olho no que é IA e o que não é, e a percepção pública com ela não está das melhores. Um dos preceitos principais deve ser que o conteúdo gerado com IA não pode ter os sinais tradicionais de baixo esforço; 
  • Sem enganação: a marca deve sempre comunicar ao público o que é IA e o que não é; 
  • Decisões humanas: nenhuma IA hoje consegue chegar perto da capacidade criativa humana. Ela pode analisar os dados e mostrar padrões, mas não deve definir decisões; 

Esses são alguns exemplos. A IA é uma instrumentalizadora, e não deve participar ativamente da criação por alguns riscos clássicos que ela traz, como a complacência, a redução de critérios de revisão, etc. 

Logo abaixo, vamos conversar sobre algumas ferramentas que viabilizam esses usos. Acompanhe: 

Ferramentas de IA e de design para criar e expandir o branding em 2026

  • Criação e adaptação de conteúdo entre plataformas: Jasper e Adobe Firefly ajudam a pegar a base do branding e gerar variações prontas pra diferentes formatos e canais;

  • Análises preditivas a partir de sinais de usuário: Julius AI conecta-se a dados históricos e projeta padrões de comportamento futuro com boa integração a pilhas de BI existentes;

  • Personalização da experiência do usuário: plataformas de personalização em tempo real ajustam conteúdo e ofertas com base em comportamento individual, mantendo a consistência da marca em cada ponto de contato;

  • Dashboards de decisão a partir de feedback: ferramentas de BI alimentadas por IA como Power BI ou Tableau, combinadas com plataformas de monitoramento de marca como o Brand24, formam a base de análise mais usada em 2026, transformando feedback disperso em insight acionável;

  • Geração de ideias de estratégia: ChatGPT e Claude funcionam bem como parceiros de ideação, ampliando o volume de direções estratégicas a explorar antes da validação humana;

  • Otimização de campanhas de mídia paga: Meta Advantage+ e Google Performance Max automatizam segmentação e lances com base em performance em tempo real;

  • Resposta rápida a mudanças no comportamento do público: ferramentas de escuta social como o Brand24 sinalizam mudanças de sentimento e tendências assim que elas emergem, encurtando o tempo de reação da marca;

  • Otimização de brand visibility online: um conjunto crescente de ferramentas de visibilidade de IA — Profound, Peec AI, o Kit de Ferramentas de IA da Semrush, Ahrefs Brand Radar e Otterly.ai — mede como a marca aparece em respostas de modelos de IA, não só em buscas tradicionais.

Como está o seu criativo? Ele tem fortes impactos na sua performance 

O branding é importante porque ele influencia o criativo, e o criativo tem impacto direto na performance. 

Engajamento orgânico em mídias sociais é medido principalmente pela qualidade da informação que você traz e por como você a apresenta. 

Nossa experiência com mídias pagas nos mostrou isso. Quanto melhor o criativo — ou seja, quanto mais adequado ele estiver — melhores serão seus resultados. 

Isso nos trouxe grandes cases, como o da Novo Mundo, que cresceu 350% após nosso envolvimento no Meta Ads.  

Quer saber mais? Conheça nossas soluções na área de criativo, branding, design e direção de arte hoje! 

Obrigado pela leitura e nos vemos no próximo artigo. 

Escrito por:
Redação

Falar sobre gestão de marcas é bastante interessante hoje, especialmente quando começamos a tratar de branding. 

O branding sempre foi um ponto importantíssimo no marketing digital, funcionando como uma fachada online, praticamente. 

Como não estamos entrando nas lojas fisicamente, cada elemento do branding funciona como uma unidade de sentido para a marca no seu posicionamento digital. 

Hoje, com a IA, muitas marcas estão relegando esse trabalho à máquina. No texto de hoje, vamos trazer os fundamentos centrais do branding, e entender juntos qual é o papel da IA nessa função. 

A IA traz escalabilidade, mas o lado criativo e estratégico do branding não mudou. Logo no primeiro tópico, que vem agora, vamos entender juntos as tendências do branding 2026, onde a IA entra no processo, e os recursos fundamentais para te ajudar a criar. 

Vamos lá? 

Branding em 2026: foco no lado humano 

Graphéine no Behance

‍

A situação do branding em 2026 é bastante nova. Nunca houve, na história do marketing digital, a possibilidade de criar toda uma identidade visual, inclusive com informações técnicas, sem precisar abrir o Illustrator. 

Os resultados, porém, variam bastante. Em alguns casos, a automação dessa criatividade com a IA não se parece com automação: o trabalho de prompting e refinamento são o suficiente para entregar um material original. 

Mas em muitos outros casos, o resultado acaba saindo genérico, pouco aplicável e servindo não como expressão da marca, mas como uma ilustração. 

O trabalho do branding é acima de tudo criar uma impressão forte, difícil de esquecer, e muito fácil de lembrar. 

Isso acontece de forma automática. Se você pensar na palavra Bombril, a embalagem, a logo e as cores da marca simplesmente surgem na sua imaginação. 

Antes de entrarmos nos principais pormenores do branding, precisamos conversar sobre esses três pontos: 

  • Quais são as tendências do branding na era da IA; 
  • Quais são as principais ferramentas que designers usam para criar; 
  • Qual é o lugar da IA no branding atual. 

Vamos lá: 

Tendências de branding em 2026

Série de banners Pet’s Home, por Bright Funk 

‍

As tendências de design em 2026 tendem a deixar claro o toque humano nas composições. Isso se traduz em uma infinidade de aplicações. Podemos citar: 

  • Ilustrações feitas à mão;

  • Textura visual, como film grain, background com textura intrincada ao invés de cores chapadas;
  • Assimetria em composições; 
  • Composições com camadas sobrepostas; 
  • Colagens, misturas de texto com recursos gráficos, usos inusitados na aplicação da marca dependendo do contexto; 
  • Micro imperfeições como parte da identidade; 

Dentre outros. Essa é a tendência do ano: não necessariamente ser anti-IA, mas deixar claro que o trabalho de composição da identidade visual não depende dela. 

‍

Série de banners Pet’s Home, por Bright Funk 

‍

Mas claro: isso não precisa necessariamente se traduzir em identidades visuais como as que estamos trazendo aqui nas imagens, que têm um estilo próprio bastante arrojado. 

É possível ter um tom mais sério, mais comercial e corporativo, e ainda aplicar esses conceitos. 

É o que está sendo discutido hoje como taste — o bom gosto. Veja um exemplo retirado direto do Dribble: 

‍

Outcrowd no Dribble

‍

Ou essa outra logo, do mesmo estúdio do design, que busca unir os dois universos: 

‍

Outcrowd no Dribble

Logo abaixo, separamos uma lista bastante interessante de alguns preceitos de design que estão muito em alta em 2026. Fizemos uma exploração aprofundada deles e trouxemos alguns exemplos também para ilustrá-los. 

Você vai perceber que o sentimento Anti-IA não vem partindo dos próprios designers, mas sim dos consumidores, que vêem o uso da ferramenta como baixo esforço, que se reflete no serviço prestado ou no produto vendido.

➡️ Leia também: Como usar a IA sem fazer parecer que você está usando IA

1 — Inovação e economia para lidar com a economia da atenção

 A maior tendência de branding para 2026 é prestar menos atenção nas tendências. 

A economia da atenção existe por conta da forma com que consumimos conteúdo hoje: um jeito mais rápido, mais efêmero, e sem muita conexão direta com o conteúdo. 

Trabalhar o branding nessa era significa, principalmente, inovar. 

‍

Fonzi Nils: Best Friend. Fonte: Behance 

‍

Seguir demais o que está sendo feito no design contemporâneo é basicamente se colocar como mais uma marca, especialmente se a IA é a principal responsável pelo trabalho de criação. 

A melhor forma de aplicar esse espírito inovador é aplicando três ingredientes diferentes: 

  • Traduzir o core da marca da maneira mais apropriada, sem pensar tanto no que está sendo feito por outras marcas; 
  • Usar o mínimo de sinais possível para essa tradução; 
  • Trazer o máximo possível de clareza no resultado final. 

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Erich Brechbuhl no Behance 

‍

Economia em alta — elementos que transmitem bem o conceito 

  • Minimalismo em imagens onde for possível; 
  • Apenas um sinal principal se sobressaindo sobre todos;
  • Formas geométricas simples, como linhas, blocos, círculos, etc; 
  • Cores fortes e chamativas; 
  • Menos 3D, mais elementos flat; 
  • Preferência por espaço neutro (branco) ao invés de outros elementos que causam ruído; 

2 — Usabilidade demonstrada no design 

Outro ponto que a economia da atenção gera, ainda que de forma mais indireta, é a necessidade do público consumidor por utilidade demonstrada. 

Isso é especialmente necessário em soluções SaaS, que estão disputando o mercado como nunca na era pós-IA. 

Segundo o Imarc Group, há uma expectativa de crescimento de 13,8% ano a ano do setor até 2034. E para além das estatísticas, o mercado está cada vez mais competitivo, com novas ferramentas surgindo o tempo todo. 

Qual é a resposta do branding para essa situação? A demonstração de utilidade. Mostrar, através dos elementos que compõem a marca, como ela pode ser útil para seus clientes. 

‍

Eiko Ojala no Behance

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Uma das principais formas de transmitir essa usabilidade do serviço ou do produto é aplicando o design como ferramenta. 

No caso do branding, o design como ferramenta de expressão criativa. Ele deve transmitir, com a economia que vimos no item anterior, qual é seu propósito a uma primeira olhada. 

O entendimento é simples, mas a aplicação é complexa: o design precisa ser útil para a marca. Ele deve complementá-la, explicando visualmente o que a marca faz. 

Logo abaixo, veja como isso se reflete na prática: 

Usabilidade em primeiro lugar — aplicando o conceito 

  • Tipografias simples, mas não básicas. Elas devem complementar a identidade visual e não roubar a cena; 
  • Com a fonte simples, vem também uma copy arrojada. Não vale a pena relegar o serviço para a IA. É nessa parte que o maior risco de soar genérico aparece; 
  • Formas simples, sem adornos desnecessários; 
  • Destaques para as partes mais importantes do design e da copy; 
  • Um sinal que se sobressai, ilustrando o conceito do branding. Esse sinal deve estar intimamente associado ao que a marca faz;
  • Pense no design como ferramenta, não como decoração.

3 — A linguagem da comunidade 

Tudo no marketing funciona a partir do público-alvo que você está tentando atingir. No branding, isso é ainda mais necessário. 

Imagine criar uma marca pet e, para o branding, usar o estilo de start-ups. Simplesmente não combina. 

A análise de público-alvo deve identificar a comunidade ao redor do produto ou serviço que você está oferecendo. E depois, o branding deve buscar conversar com esse público. 

‍

TATA Cafe no Behance

‍

Hoje, o marketing de comunidades está mais presente do que a maioria das marcas imagina. 

Não é necessário criar canais do Telegram, grupos no WhatsApp, subreddits, etc. Uma página do Instagram bem movimentada já está em contato com a comunidade. 

Os posts dessa página são como prompts que iniciam as conversas. Se o seu branding não reflete os valores da comunidade, você vai ter menos engajamento no Instagram, menos vendas, e um potencial de memória também menor. 

A marca como moderadora — como aplicar conceitos de comunidade no branding?

  • Unidade no estilo facilitando o reconhecimento da marca; 
  • Elementos de design distintivos e únicos; 
  • Repetição de elementos testados e aprovados pela comunidade; 
  • Símbolos que usuários podem compartilhar uns com os outros. 
  • Lógica interna da marca coerente em todas as suas expressões, do e-mail ao poster; 

Mais tendências de design de 2026 listadas — e esclarecendo alguns pontos 

Kanana no Behance 

‍

Tudo o que conversamos até agora se aplica para o branding como um todo, não só para a identidade visual da marca. 

É claro: o visual, junto com o elemento verbal da copy, são os elementos mais óbvios do branding. 

Mas tudo é branding: como a marca se porta, que produtos ela cria, como ela vende, como ela resolve problemas, etc. 

Um bom SLA, por exemplo, também faz parte do branding. Ele atua no momento mais importante da venda: no fechamento, na recompra e na prevenção do churn, especialmente para empresas SaaS. 

Logo abaixo, uma última lista de outras tendências de design de 2026 que não incluímos aqui em detalhes porque ainda temos bastante para conversar. Veja: 

  • Personagens de marca vivos: logos e elementos passam a "reagir" (estados calmo/ativo/focado), trazendo mais humanidade e conexão emocional à identidade;

  • Sistema modular em vez de brand book rígido: identidades passam a funcionar como "construtor" com módulos combináveis, mantendo consistência mesmo com crescimento e mudanças;

  • Mistura de analógico e digital: uso de texturas, escaneados e formas retrofuturistas para dar profundidade sensorial e sensação de memória/tempo à marca;

  • Foco em cibersegurança: proteção de dados vira parte da percepção da marca, exigindo autenticação forte, coleta mínima de dados e transparência com o usuário.

Qual é o papel da IA no branding em 2026 e além? 

Gustavo Estevão no Behance

‍

A IA tem um papel muito importante no branding, mesmo que ela passe longe do processo criativo. 

O que ela traz para todas as marcas é uma vantagem competitiva enorme em relação às que não a aplicam de maneira nenhuma. 

Com a IA, marcas conseguem economizar tempo e recursos que devem ser usados ao máximo no próprio processo criativo. 

O branding é entregue, normalmente, como um documento. Esse documento atua como posicionamento da marca, e tende a ser bastante aprofundado. A identidade visual, inclusive, está inserida dentro do projeto de branding. 

Esse processo leva tempo quando é feito internamente, e gasta dinheiro do caixa da empresa quando ele é terceirizado. 

A IA entra nas próximas etapas, principalmente. Seu trabalho está na diversificação de formatos, na ampliação das capacidades do branding, na distribuição de conteúdo, etc. 

Sendo mais direto ao ponto, a IA ajuda no branding ao: 

  • Criar e adaptar conteúdo para plataformas diferentes, partindo da base inicial do branding; 
  • Gerar ideias para estratégias com a marca; 
  • Responder mais rápido a mudanças no comportamento do público-alvo; 
  • Analisar e otimizar a brand visibility online; 

Dentre outros pontos específicos para cada operação. Esses links se aprofundam muito mais nesses assuntos, vale a pena lê-los bem. 

Porém, também precisamos entender que o uso da IA e sua aplicação no branding não vem sem responsabilidades. 

Vamos conversar sobre as principais preocupações que marcas e designers precisam ter para inserir a IA de forma instrumentalizada no marketing. E logo depois, sobre ferramentas de IA que viabilizam o que estamos conversando. 

Acompanhe: 

Framework ético 

Uma ótima pedida em todo trabalho que envolve IA ter um ponto de partida comum para todos que estão lidando com a marca. Sugerimos a criação de um framework ético. 

Esse framework é um conjunto de instruções para o uso correto da IA, especialmente a IA generativa, quando ela vai lidar com a marca. 

Os pontos presentes nesse framework são específicos para a sua marca. É você que precisa criá-los. Mas veja alguns bastante comuns, inspirados por publicações na área (IBM e Adobe): 

  • Abordagem human-centric: ninguém deve ser obrigado a trabalhar com IA caso não queira. O trabalho de criação e conceituação deve partir do time, e feito de forma colaborativa. Da mesma forma que a IA não decide sozinha, ninguém decide sozinho; 
  • Não deve parecer IA: as pessoas estão de olho no que é IA e o que não é, e a percepção pública com ela não está das melhores. Um dos preceitos principais deve ser que o conteúdo gerado com IA não pode ter os sinais tradicionais de baixo esforço; 
  • Sem enganação: a marca deve sempre comunicar ao público o que é IA e o que não é; 
  • Decisões humanas: nenhuma IA hoje consegue chegar perto da capacidade criativa humana. Ela pode analisar os dados e mostrar padrões, mas não deve definir decisões; 

Esses são alguns exemplos. A IA é uma instrumentalizadora, e não deve participar ativamente da criação por alguns riscos clássicos que ela traz, como a complacência, a redução de critérios de revisão, etc. 

Logo abaixo, vamos conversar sobre algumas ferramentas que viabilizam esses usos. Acompanhe: 

Ferramentas de IA e de design para criar e expandir o branding em 2026

  • Criação e adaptação de conteúdo entre plataformas: Jasper e Adobe Firefly ajudam a pegar a base do branding e gerar variações prontas pra diferentes formatos e canais;

  • Análises preditivas a partir de sinais de usuário: Julius AI conecta-se a dados históricos e projeta padrões de comportamento futuro com boa integração a pilhas de BI existentes;

  • Personalização da experiência do usuário: plataformas de personalização em tempo real ajustam conteúdo e ofertas com base em comportamento individual, mantendo a consistência da marca em cada ponto de contato;

  • Dashboards de decisão a partir de feedback: ferramentas de BI alimentadas por IA como Power BI ou Tableau, combinadas com plataformas de monitoramento de marca como o Brand24, formam a base de análise mais usada em 2026, transformando feedback disperso em insight acionável;

  • Geração de ideias de estratégia: ChatGPT e Claude funcionam bem como parceiros de ideação, ampliando o volume de direções estratégicas a explorar antes da validação humana;

  • Otimização de campanhas de mídia paga: Meta Advantage+ e Google Performance Max automatizam segmentação e lances com base em performance em tempo real;

  • Resposta rápida a mudanças no comportamento do público: ferramentas de escuta social como o Brand24 sinalizam mudanças de sentimento e tendências assim que elas emergem, encurtando o tempo de reação da marca;

  • Otimização de brand visibility online: um conjunto crescente de ferramentas de visibilidade de IA — Profound, Peec AI, o Kit de Ferramentas de IA da Semrush, Ahrefs Brand Radar e Otterly.ai — mede como a marca aparece em respostas de modelos de IA, não só em buscas tradicionais.

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O branding é importante porque ele influencia o criativo, e o criativo tem impacto direto na performance. 

Engajamento orgânico em mídias sociais é medido principalmente pela qualidade da informação que você traz e por como você a apresenta. 

Nossa experiência com mídias pagas nos mostrou isso. Quanto melhor o criativo — ou seja, quanto mais adequado ele estiver — melhores serão seus resultados. 

Isso nos trouxe grandes cases, como o da Novo Mundo, que cresceu 350% após nosso envolvimento no Meta Ads.  

Quer saber mais? Conheça nossas soluções na área de criativo, branding, design e direção de arte hoje! 

Obrigado pela leitura e nos vemos no próximo artigo. 

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