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Topical authority na era da IA: um mergulho lógico e técnico

Veja como funcionam os dois métodos de topical authority: com foco nos tópicos e com foco nas queries. Veja também como construir um template de queries para aumentar o rankeamento e a visibilidade nas IAs.
Topical authority na era da IA: um mergulho lógico e técnico
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Topical authority na era da IA: um mergulho lógico e técnico

Veja como funcionam os dois métodos de topical authority: com foco nos tópicos e com foco nas queries. Veja também como construir um template de queries para aumentar o rankeamento e a visibilidade nas IAs.
Topical authority na era da IA: um mergulho lógico e técnico
Topical authority é uma das palavras mais importantes para o SEO, o GEO e a produção de conteúdo no geral. 

Aliás, a construção da topical authority, ou autoridade de tópico, é um dos principais objetivos do próprio marketing de conteúdo, junto com a geração de leads e tráfego. 

Podemos dizer, inclusive, que a topical authority é um dos principais fatores para atingir esses objetivos de marketing de conteúdo. 

Para o Google, ela é o A de Autoridade no E-E-A-T. E para as IAs, quando falamos sobre GEO, a autoridade de tópico é provavelmente a maior âncora para citações, maior até mesmo do que a posição na SERP. 

O texto de hoje vai explorar a topical authority, mas com um objetivo diferente. Gostaríamos de trazer à luz a ideia de query templates, mas para falar sobre o assunto, é necessário explorar também a autoridade. 

Então, na primeira parte do artigo vamos conversar bastante sobre topical authority sob um ponto de vista técnico e lógico — esse último relacionado com a sua realidade, com a lógica do marketing. 

E na segunda parte, vamos explorar melhor o conceito de query templates. 

Começando: 

Entendendo a topical authority

O conceito é bem simples de entender, mas colocá-lo em prática exige o mais importante no marketing de conteúdo: profundidade editorial. 

Basicamente, topical authority é um índice relativamente abstrato usado pelo Google para entender o quão relacionada está sua marca com o assunto abordado na busca. 

Com um exemplo fica mais simples: quando alguém busca por “carnes pouco gordurosas para churrasco”, um site que publica conteúdo sobre churrasco tem mais topical authority do que outro voltado para o design das facas usadas no churrasco. 

Do mesmo jeito, a situação se reverte quando a pesquisa é por “como amolar facas de cozinha”. E ainda nesse tema, um site falando sobre receitas no geral vai ter mais topical authority para buscas como “receita de maionese para churrasco”. 

Perceba que todos esses assuntos estão relacionados com o universo churrasco. Dentro dele, conteúdo tem mais ou menos relevância, de acordo com a busca realizada, as palavras-chave escolhidas, etc. 

Topic authority X domain authority

Precisamos conversar sobre esse ponto porque ele é muito importante para marcas que estão começando agora seu trabalho de SEO e conteúdo. 

Uma das frustrações mais comuns em quem está planejando uma estratégia de conteúdo é o prazo necessário para ter os primeiros resultados. 

Um site pequeno e novo, por exemplo, teria dificuldades de competir com uma referência no mercado, que já existe na web há vinte anos? 

Um sonoro depende. Para entender, precisamos analisar topic authority ao lado de domain authority

Os conceitos são totalmente diferentes, mas relacionados o suficiente para causar dúvidas: 

  • Domain authority: está relacionado com o seu domínio e sua autoridade na internet. Quantos backlinks você tem, qual é a idade do site, frequência de atualizações, estrutura do site, qualidade de conteúdo e performance técnica; 
  • Topic authority: relacionado com a sua autoridade dentro de um tópico. A autoridade do domínio é um fator, mas não é determinante. 

Isso resolve o principal questionamento de marcas pequenas: é possível crescer com conteúdo a curto/médio prazo mesmo sendo um site novo? 

Quem aposta em topical authority consegue ótimos resultados. Com o tempo os backlinks vão chegando, e você passa a crescer também na autoridade do domínio. 

Mas para entender completamente o conceito, precisamos também entender seu lado técnico. Como exatamente a topical authority é influenciada? 

No tópico abaixo, vamos conversar sobre os dois principais métodos de construção de autoridade: partindo por tópicos e por queries.

Acompanhe: 

As duas principais metodologias para aplicar topic authority

Como entendemos, topical authority é diferente de autoridade de domínio, e ainda bem: marcas menores não teriam condições de crescer no cenário competitivo de conteúdo se não fosse por isso. 

Mas ainda há subdivisões dentro da verdadeira matrioshka que é o marketing de conteúdo e o SEO/GEO. As duas principais são os modelos topic-centric e o modelo query-centric.

O modelo topic-centric tende a gerar clusters semânticos e pillar pages, reunindo tudo o que a marca “sabe” sobre um assunto em um index estruturalmente simples: 

  • Pillar page para organizar todas as informações sobre o tópico, servindo como um grande banco de dados; 
  • Páginas menores, ou cluster topics, para expandir os assuntos e desdobramentos do tópico principal; 
  • Links entre os textos e menções diretas a essa estrutura, no modelo “temos um texto que se aprofunda mais”.

Esse é o modelo que traz resultados mais rápidos para marcas que estão começando agora no marketing de conteúdo, criando seu site, etc. 

O segundo modelo é relacionado com as queries, e é muito importante para o longo prazo. Através dele, sua marca se torna reconhecida em estilos específicos de busca: 

  • A marca que responde perguntas sobre “como fazer”; 
  • A marca que responde perguntas sobre estatísticas e dados; 
  • A marca que traz as melhores recomendações de ferramentas; 
  • A marca que traz os melhores cases; 
  • A marca que faz os melhores reviews; 

E por aí vai. Ambos os métodos são relacionados com o reconhecimento da sua marca pelo Google, mas por caminhos diferentes. Marcas maduras em estratégias de conteúdo tendem a aplicar os dois. 

Saiba mais sobre o funcionamento de cada um logo abaixo: 

Método topic-centric — cobrindo entidades e relacionamentos entre entidades

Fonte: Search Engine Land

O método topic centric trabalha com três unidades importantes de entender: 

  • Entidade: é o que as palavras-chave descrevem, a pauta da pesquisa, o assunto que o usuário quer entender. No nosso exemplo do churrasco, “picanha” pode ser considerada uma entidade;
  • Tópico: é a grande categoria que a entidade está presente. “Picanha” é parte do tópico “churrasco”, assim como contra-filé, pão-de-alho, carvão etc.;
  • Atributo: é a variação da entidade ou elementos que se relacionam com a entidade. Os atributos podem estar presentes em várias entidades no mesmo tópico. “Mal passada”, por exemplo, é um atributo da entidade “Picanha”, mas também de outras carnes. “Queimado” é um atributo de “pão-de-alho”, mas raramente é visto como atributo de “picanha” — descritivos como “seca”, “esturricada” e “bem passada” são mais comuns. 

Esse método é forte no modo editorial descritivo, e requer um bom estudo com profissionais de SEO e redação para nomear entidades, relacioná-las com os tópicos e entender seus atributos. 

O objetivo desse método é organizar as entidades ao redor dos seus atributos, e assim organizar os tópicos em clusters semânticos. 

A explicação é mais complexa do que a aplicação. Como abordar o tópico “Churrasco” em um blog? Veja alguns passos: 

  • Identificação de entidades: quais palavras-chave estão relacionadas com o tópico? “Picanha”, “salada de maionese”, “vinagrete”, “acender churrasqueira” etc.;

  • Organização de entidades: como essas palavras-chave se organizam entre si? Ou melhor: quais são os atributos que aproximam e distanciam as KWs entre si dentro do tópico?
  • Atributos compartilhados: através dos atributos em comum, ou variações práticas da palavra-chave, conseguimos encontrar temas em comum entre as entidades, e explorá-los. Por exemplo: é possível reunir todas as carnes do churrasco em uma única página sobre guia de pontos da carne. Você ganha autoridade no tópico “carnes para churrasco”. 

Como ressaltamos, esse método é muito aplicado nas estratégias de clusters semânticos. Conversamos mais sobre esse assunto no artigo sobre silos de conteúdo aqui no blog.

➡️ Leia: Silos de conteúdo — 5 exemplos + prós e contras

Modelo query-centric — cobrindo variações de queries através de templates 

Fonte: Search Engine Land

Vamos conversar mais sobre esse modelo ao longo do artigo, agora vamos apenas apresentá-lo como alternativa viável ao modelo topic-centric. 

No modelo query-centric, a marca produzindo o conteúdo busca identificar padrões de perguntas relacionadas aos tópicos que ela domina. O objetivo é responder essas questões. 

Esses padrões de perguntas são os templates de query

No começo da segunda década dos anos 2000, a RD Station e a Rock Content dominavam as perguntas relacionadas a marketing, por exemplo. 

“como fazer marketing de conteúdo no…” é um desses templates, que se expande para: 

  • Como fazer marketing de conteúdo no Instagram; 
  • (...) no LinkedIn; 
  • (...) para SEO; 
  • (...) para aumentar o tráfego orgânico; 

Etc. A estratégia, aqui, é demonstrar autoridade na resposta para essas perguntas. 

A ideia é que esse método permite que a marca crie autoridade como solucionadora de dúvidas relacionadas a um grande segmento, enquanto o método anterior focava principalmente na construção de autoridade para um tópico específico. 

Ou seja: no caso do exemplo, RD Station e Rock Content em 2015 eram solucionadoras de dúvidas em marketing. Para queries de dúvidas, eles tinham os melhores rankings. 

Custo por query, ou: como o Google define, por preço, o que vale a pena rankear

“Custo” sempre foi um conceito completamente alheio para a maioria das pessoas quando o assunto é respostas na internet.

Na verdade, só começamos a pensar no custo que pesquisar gera para o mecanismo de busca agora, com os tokens de IA. 

Mas mesmo antes dos tokens, o Google já fazia um cálculo prático pensando no rankeamento: como eu consigo entregar um resultado que é satisfatório para o usuário e mais barato para mim? 

Esse “mais barato” está relacionado com gastos com processamento e armazenamento dos resultados. 

É por isso que métricas como tempo de carregamento são tão importantes. Elas impactam o usuário e o próprio Google. Ele prefere rankear melhor páginas mais rápidas, porque elas também são mais leves, e por isso seu retrieval custa menos. 

O usuário não está interagindo com um grande índice estático ao usar o Google, mas sim com sistemas integrados que buscam e entregam os melhores resultados para a query. Cada SERP é construída no momento da busca.

Quanto menos ela custar, melhor. 

Logo abaixo, vamos nos aprofundar no assunto com os fatores principais que diminuem os custos para o Google. 

Você vai ver que — não por coincidência — eles estão totalmente relacionados com o que entendemos como SEO. A letra O de optimization é tanto para o usuário quanto para o próprio Google. 

Acompanhe: 

Reduzindo custos: o que é necessário fazer? 

Quando um usuário faz uma busca no Google, um processo extremamente rápido, mas também infinitamente complexo, acontece: 

  • O usuário digita a palavra-chave;

  • Os crawlers, através de machine learning, analisam páginas buscando as mais responsivas, as mais leves, as com melhor estrutura, as mais próximas em estrutura ao que o usuário está perguntando, a idade da página (se for relevante à pesquisa), a interação do usuário, as com melhor índice E-E-A-T e core web vitals, etc.; 
  • O sistema estima os custos de retrieval para as páginas encontradas: quanto mais barato, melhor;

  • Ele organiza os resultados por ranking com base nesses custos. As páginas com melhores custos — que tendem a ser as mais otimizadas — aparecem no topo; 
  • Essa preferência, além de técnica, também é prática. Quanto mais estruturado estiver o conteúdo em relação ao que foi perguntado, menos custos o Google terá em queries parecidas no futuro. 

É daí que vem a importância do SEO técnico. Para um conjunto de técnicas mais completo, no estilo manual, acesse nosso texto sobre o tema: 

🐸 Como fazer SEO Audit com o ScreamingFrog

Criando um template de queries para indexação mais rápida e simples 

Como você pôde ver ao longo do texto, a topical authority é construída com conteúdo e com SEO técnico. 

Para trabalhar no modelo topic-centric, seus maiores investimentos vão ser na concepção das suas páginas. Elas precisam ser aprofundadas o suficiente para te colocar como referência no assunto. 

Mas o modelo query-centric exige um pouco mais do que simplesmente buscar responder perguntas. Ele é diretamente influenciado por um query template. 

Esse template é interno, se comunica direto com a forma com que você produz conteúdo, e não exige nenhuma instalação nem nada disso. Na verdade, ele é mais um esforço de criação de briefing do que SEO técnico. 

Para entendê-lo, precisamos conversar sobre domínios contextuais, algo que já começamos a entender nos primeiros tópicos. 

Veja: 

O que são domínios contextuais? 

Os domínios contextuais são variações de contexto a partir de uma busca principal. 

Vamos considerar uma palavra-chave central que já estamos usando ao longo do artigo: carnes para churrasco. 

Essa palavra-chave tem um domínio contextual extenso, relacionado a como as pessoas podem usá-la para pesquisar

Por exemplo: “melhores carnes para churrasco” é totalmente diferente de “comprar carnes para churrasco”. Saímos de um adjetivo para um verbo. 

Ainda dentro desse eixo, podemos pensar nas facas para churrasco. “Como limpar facas de churrasco” é diferente de “churrasqueiro limpando facas de churrasco”. 

Uma pediu um guia, a outra já carrega um outro sentido: o usuário quer ver alguém limpando a faca do churrasco. 

O domínio contextual, então, muda de acordo com os predicados adicionados a uma palavra-chave central. 

E com isso, já estamos muito bem preparados para entender o template de queries. Acompanhe: 

Os templates de queries te permitem otimizar uma página para os domínios contextuais 

Criar templates de queries, então, é um esforço de direcionamento de conteúdo para o seu público-alvo, buscando: 

  • Entender como o público-alvo busca por conteúdo e produtos; 
  • Criar modelos editoriais que reflitam essa comportamento de busca; 
  • Repetir esse modelo ao longo do conteúdo publicado; 
  • Analisar as métricas para ajustar os templates; 
  • Repetir o processo. 

Você pode criar esses templates através de um quadro e deixar formalizado para briefings futuros. Conforme você for criando, vai perceber que cada template desse vai gerar um artigo diferente ao ser adicionado ao briefing. 

Por exemplo, veja esse template:

Componente Posição Variações
Questão Primeira posição na frase Melhor, qual, como fazer, por que,
  • Qual a melhor carne mal passada para churrasco?
  • Como fazer carne para churrasco suculenta? 
  • Por que a carne para churrasco mal passada é melhor? 
  • Como fazer churrasco com carne de segunda? 
  • As variações são infinitas. A base dessa ideia é antiga, aliás: é por isso que é comum encontrar tantos posts como “Comparativo entre 10 ferramentas de IA”, como nós mesmos temos aqui no blog. 

    Outros exemplos comuns incluem “o que fazer em X na estação Y” para viagens, ou “posso fazer o prato X com o ingrediente Y” para receitas, etc. 

    O que você precisa fazer é identificar os padrões de busca do seu usuário. E depois, transformar esses padrões em cards assim, descrevendo o template. 

    E para escalar? 

    A escalação do conteúdo pode acontecer como um método híbrido. Aliás, é assim que a maioria das marcas opera no conteúdo, especialmente no B2B. 

    Muitas marcas operam no topic-centric para topo de funil. Nesse estágio, geralmente a topical authority fala muito mais alto do que a autoridade do domínio, e é comum ver grandes websites perdendo em rankings específicos para outros bem menores. 

    É através disso que conseguimos resultados rápidos para nossos clientes e para nós mesmos, aqui no blog da Adtail. 

    Com essa estratégia aplicada, o modelo query centric pode operar no meio ao fundo do funil, onde as questões passam a ser bem mais específicas, e é mais fácil entender o comportamento de buscas. 

    Podemos ajudar nos dois casos. Entre em contato e vamos fazer uma avaliação do seu SEO junto com o GEO. 

    E para se aprofundar mais no assunto, continue a leitura no nosso artigo dedicado: 

    ➡️ SEO vs GEO: o que é diferente e o que é igual?

    Escrito por:
    Redação
    Topical authority é uma das palavras mais importantes para o SEO, o GEO e a produção de conteúdo no geral. 

    Aliás, a construção da topical authority, ou autoridade de tópico, é um dos principais objetivos do próprio marketing de conteúdo, junto com a geração de leads e tráfego. 

    Podemos dizer, inclusive, que a topical authority é um dos principais fatores para atingir esses objetivos de marketing de conteúdo. 

    Para o Google, ela é o A de Autoridade no E-E-A-T. E para as IAs, quando falamos sobre GEO, a autoridade de tópico é provavelmente a maior âncora para citações, maior até mesmo do que a posição na SERP. 

    O texto de hoje vai explorar a topical authority, mas com um objetivo diferente. Gostaríamos de trazer à luz a ideia de query templates, mas para falar sobre o assunto, é necessário explorar também a autoridade. 

    Então, na primeira parte do artigo vamos conversar bastante sobre topical authority sob um ponto de vista técnico e lógico — esse último relacionado com a sua realidade, com a lógica do marketing. 

    E na segunda parte, vamos explorar melhor o conceito de query templates. 

    Começando: 

    Entendendo a topical authority

    O conceito é bem simples de entender, mas colocá-lo em prática exige o mais importante no marketing de conteúdo: profundidade editorial. 

    Basicamente, topical authority é um índice relativamente abstrato usado pelo Google para entender o quão relacionada está sua marca com o assunto abordado na busca. 

    Com um exemplo fica mais simples: quando alguém busca por “carnes pouco gordurosas para churrasco”, um site que publica conteúdo sobre churrasco tem mais topical authority do que outro voltado para o design das facas usadas no churrasco. 

    Do mesmo jeito, a situação se reverte quando a pesquisa é por “como amolar facas de cozinha”. E ainda nesse tema, um site falando sobre receitas no geral vai ter mais topical authority para buscas como “receita de maionese para churrasco”. 

    Perceba que todos esses assuntos estão relacionados com o universo churrasco. Dentro dele, conteúdo tem mais ou menos relevância, de acordo com a busca realizada, as palavras-chave escolhidas, etc. 

    Topic authority X domain authority

    Precisamos conversar sobre esse ponto porque ele é muito importante para marcas que estão começando agora seu trabalho de SEO e conteúdo. 

    Uma das frustrações mais comuns em quem está planejando uma estratégia de conteúdo é o prazo necessário para ter os primeiros resultados. 

    Um site pequeno e novo, por exemplo, teria dificuldades de competir com uma referência no mercado, que já existe na web há vinte anos? 

    Um sonoro depende. Para entender, precisamos analisar topic authority ao lado de domain authority

    Os conceitos são totalmente diferentes, mas relacionados o suficiente para causar dúvidas: 

    • Domain authority: está relacionado com o seu domínio e sua autoridade na internet. Quantos backlinks você tem, qual é a idade do site, frequência de atualizações, estrutura do site, qualidade de conteúdo e performance técnica; 
    • Topic authority: relacionado com a sua autoridade dentro de um tópico. A autoridade do domínio é um fator, mas não é determinante. 

    Isso resolve o principal questionamento de marcas pequenas: é possível crescer com conteúdo a curto/médio prazo mesmo sendo um site novo? 

    Quem aposta em topical authority consegue ótimos resultados. Com o tempo os backlinks vão chegando, e você passa a crescer também na autoridade do domínio. 

    Mas para entender completamente o conceito, precisamos também entender seu lado técnico. Como exatamente a topical authority é influenciada? 

    No tópico abaixo, vamos conversar sobre os dois principais métodos de construção de autoridade: partindo por tópicos e por queries.

    Acompanhe: 

    As duas principais metodologias para aplicar topic authority

    Como entendemos, topical authority é diferente de autoridade de domínio, e ainda bem: marcas menores não teriam condições de crescer no cenário competitivo de conteúdo se não fosse por isso. 

    Mas ainda há subdivisões dentro da verdadeira matrioshka que é o marketing de conteúdo e o SEO/GEO. As duas principais são os modelos topic-centric e o modelo query-centric.

    O modelo topic-centric tende a gerar clusters semânticos e pillar pages, reunindo tudo o que a marca “sabe” sobre um assunto em um index estruturalmente simples: 

    • Pillar page para organizar todas as informações sobre o tópico, servindo como um grande banco de dados; 
    • Páginas menores, ou cluster topics, para expandir os assuntos e desdobramentos do tópico principal; 
    • Links entre os textos e menções diretas a essa estrutura, no modelo “temos um texto que se aprofunda mais”.

    Esse é o modelo que traz resultados mais rápidos para marcas que estão começando agora no marketing de conteúdo, criando seu site, etc. 

    O segundo modelo é relacionado com as queries, e é muito importante para o longo prazo. Através dele, sua marca se torna reconhecida em estilos específicos de busca: 

    • A marca que responde perguntas sobre “como fazer”; 
    • A marca que responde perguntas sobre estatísticas e dados; 
    • A marca que traz as melhores recomendações de ferramentas; 
    • A marca que traz os melhores cases; 
    • A marca que faz os melhores reviews; 

    E por aí vai. Ambos os métodos são relacionados com o reconhecimento da sua marca pelo Google, mas por caminhos diferentes. Marcas maduras em estratégias de conteúdo tendem a aplicar os dois. 

    Saiba mais sobre o funcionamento de cada um logo abaixo: 

    Método topic-centric — cobrindo entidades e relacionamentos entre entidades

    Fonte: Search Engine Land

    O método topic centric trabalha com três unidades importantes de entender: 

    • Entidade: é o que as palavras-chave descrevem, a pauta da pesquisa, o assunto que o usuário quer entender. No nosso exemplo do churrasco, “picanha” pode ser considerada uma entidade;
    • Tópico: é a grande categoria que a entidade está presente. “Picanha” é parte do tópico “churrasco”, assim como contra-filé, pão-de-alho, carvão etc.;
    • Atributo: é a variação da entidade ou elementos que se relacionam com a entidade. Os atributos podem estar presentes em várias entidades no mesmo tópico. “Mal passada”, por exemplo, é um atributo da entidade “Picanha”, mas também de outras carnes. “Queimado” é um atributo de “pão-de-alho”, mas raramente é visto como atributo de “picanha” — descritivos como “seca”, “esturricada” e “bem passada” são mais comuns. 

    Esse método é forte no modo editorial descritivo, e requer um bom estudo com profissionais de SEO e redação para nomear entidades, relacioná-las com os tópicos e entender seus atributos. 

    O objetivo desse método é organizar as entidades ao redor dos seus atributos, e assim organizar os tópicos em clusters semânticos. 

    A explicação é mais complexa do que a aplicação. Como abordar o tópico “Churrasco” em um blog? Veja alguns passos: 

    • Identificação de entidades: quais palavras-chave estão relacionadas com o tópico? “Picanha”, “salada de maionese”, “vinagrete”, “acender churrasqueira” etc.;

    • Organização de entidades: como essas palavras-chave se organizam entre si? Ou melhor: quais são os atributos que aproximam e distanciam as KWs entre si dentro do tópico?
    • Atributos compartilhados: através dos atributos em comum, ou variações práticas da palavra-chave, conseguimos encontrar temas em comum entre as entidades, e explorá-los. Por exemplo: é possível reunir todas as carnes do churrasco em uma única página sobre guia de pontos da carne. Você ganha autoridade no tópico “carnes para churrasco”. 

    Como ressaltamos, esse método é muito aplicado nas estratégias de clusters semânticos. Conversamos mais sobre esse assunto no artigo sobre silos de conteúdo aqui no blog.

    ➡️ Leia: Silos de conteúdo — 5 exemplos + prós e contras

    Modelo query-centric — cobrindo variações de queries através de templates 

    Fonte: Search Engine Land

    Vamos conversar mais sobre esse modelo ao longo do artigo, agora vamos apenas apresentá-lo como alternativa viável ao modelo topic-centric. 

    No modelo query-centric, a marca produzindo o conteúdo busca identificar padrões de perguntas relacionadas aos tópicos que ela domina. O objetivo é responder essas questões. 

    Esses padrões de perguntas são os templates de query

    No começo da segunda década dos anos 2000, a RD Station e a Rock Content dominavam as perguntas relacionadas a marketing, por exemplo. 

    “como fazer marketing de conteúdo no…” é um desses templates, que se expande para: 

    • Como fazer marketing de conteúdo no Instagram; 
    • (...) no LinkedIn; 
    • (...) para SEO; 
    • (...) para aumentar o tráfego orgânico; 

    Etc. A estratégia, aqui, é demonstrar autoridade na resposta para essas perguntas. 

    A ideia é que esse método permite que a marca crie autoridade como solucionadora de dúvidas relacionadas a um grande segmento, enquanto o método anterior focava principalmente na construção de autoridade para um tópico específico. 

    Ou seja: no caso do exemplo, RD Station e Rock Content em 2015 eram solucionadoras de dúvidas em marketing. Para queries de dúvidas, eles tinham os melhores rankings. 

    Custo por query, ou: como o Google define, por preço, o que vale a pena rankear

    “Custo” sempre foi um conceito completamente alheio para a maioria das pessoas quando o assunto é respostas na internet.

    Na verdade, só começamos a pensar no custo que pesquisar gera para o mecanismo de busca agora, com os tokens de IA. 

    Mas mesmo antes dos tokens, o Google já fazia um cálculo prático pensando no rankeamento: como eu consigo entregar um resultado que é satisfatório para o usuário e mais barato para mim? 

    Esse “mais barato” está relacionado com gastos com processamento e armazenamento dos resultados. 

    É por isso que métricas como tempo de carregamento são tão importantes. Elas impactam o usuário e o próprio Google. Ele prefere rankear melhor páginas mais rápidas, porque elas também são mais leves, e por isso seu retrieval custa menos. 

    O usuário não está interagindo com um grande índice estático ao usar o Google, mas sim com sistemas integrados que buscam e entregam os melhores resultados para a query. Cada SERP é construída no momento da busca.

    Quanto menos ela custar, melhor. 

    Logo abaixo, vamos nos aprofundar no assunto com os fatores principais que diminuem os custos para o Google. 

    Você vai ver que — não por coincidência — eles estão totalmente relacionados com o que entendemos como SEO. A letra O de optimization é tanto para o usuário quanto para o próprio Google. 

    Acompanhe: 

    Reduzindo custos: o que é necessário fazer? 

    Quando um usuário faz uma busca no Google, um processo extremamente rápido, mas também infinitamente complexo, acontece: 

    • O usuário digita a palavra-chave;

    • Os crawlers, através de machine learning, analisam páginas buscando as mais responsivas, as mais leves, as com melhor estrutura, as mais próximas em estrutura ao que o usuário está perguntando, a idade da página (se for relevante à pesquisa), a interação do usuário, as com melhor índice E-E-A-T e core web vitals, etc.; 
    • O sistema estima os custos de retrieval para as páginas encontradas: quanto mais barato, melhor;

    • Ele organiza os resultados por ranking com base nesses custos. As páginas com melhores custos — que tendem a ser as mais otimizadas — aparecem no topo; 
    • Essa preferência, além de técnica, também é prática. Quanto mais estruturado estiver o conteúdo em relação ao que foi perguntado, menos custos o Google terá em queries parecidas no futuro. 

    É daí que vem a importância do SEO técnico. Para um conjunto de técnicas mais completo, no estilo manual, acesse nosso texto sobre o tema: 

    🐸 Como fazer SEO Audit com o ScreamingFrog

    Criando um template de queries para indexação mais rápida e simples 

    Como você pôde ver ao longo do texto, a topical authority é construída com conteúdo e com SEO técnico. 

    Para trabalhar no modelo topic-centric, seus maiores investimentos vão ser na concepção das suas páginas. Elas precisam ser aprofundadas o suficiente para te colocar como referência no assunto. 

    Mas o modelo query-centric exige um pouco mais do que simplesmente buscar responder perguntas. Ele é diretamente influenciado por um query template. 

    Esse template é interno, se comunica direto com a forma com que você produz conteúdo, e não exige nenhuma instalação nem nada disso. Na verdade, ele é mais um esforço de criação de briefing do que SEO técnico. 

    Para entendê-lo, precisamos conversar sobre domínios contextuais, algo que já começamos a entender nos primeiros tópicos. 

    Veja: 

    O que são domínios contextuais? 

    Os domínios contextuais são variações de contexto a partir de uma busca principal. 

    Vamos considerar uma palavra-chave central que já estamos usando ao longo do artigo: carnes para churrasco. 

    Essa palavra-chave tem um domínio contextual extenso, relacionado a como as pessoas podem usá-la para pesquisar

    Por exemplo: “melhores carnes para churrasco” é totalmente diferente de “comprar carnes para churrasco”. Saímos de um adjetivo para um verbo. 

    Ainda dentro desse eixo, podemos pensar nas facas para churrasco. “Como limpar facas de churrasco” é diferente de “churrasqueiro limpando facas de churrasco”. 

    Uma pediu um guia, a outra já carrega um outro sentido: o usuário quer ver alguém limpando a faca do churrasco. 

    O domínio contextual, então, muda de acordo com os predicados adicionados a uma palavra-chave central. 

    E com isso, já estamos muito bem preparados para entender o template de queries. Acompanhe: 

    Os templates de queries te permitem otimizar uma página para os domínios contextuais 

    Criar templates de queries, então, é um esforço de direcionamento de conteúdo para o seu público-alvo, buscando: 

    • Entender como o público-alvo busca por conteúdo e produtos; 
    • Criar modelos editoriais que reflitam essa comportamento de busca; 
    • Repetir esse modelo ao longo do conteúdo publicado; 
    • Analisar as métricas para ajustar os templates; 
    • Repetir o processo. 

    Você pode criar esses templates através de um quadro e deixar formalizado para briefings futuros. Conforme você for criando, vai perceber que cada template desse vai gerar um artigo diferente ao ser adicionado ao briefing. 

    Por exemplo, veja esse template:

    Componente Posição Variações
    Questão Primeira posição na frase Melhor, qual, como fazer, por que,
  • Qual a melhor carne mal passada para churrasco?
  • Como fazer carne para churrasco suculenta? 
  • Por que a carne para churrasco mal passada é melhor? 
  • Como fazer churrasco com carne de segunda? 
  • As variações são infinitas. A base dessa ideia é antiga, aliás: é por isso que é comum encontrar tantos posts como “Comparativo entre 10 ferramentas de IA”, como nós mesmos temos aqui no blog. 

    Outros exemplos comuns incluem “o que fazer em X na estação Y” para viagens, ou “posso fazer o prato X com o ingrediente Y” para receitas, etc. 

    O que você precisa fazer é identificar os padrões de busca do seu usuário. E depois, transformar esses padrões em cards assim, descrevendo o template. 

    E para escalar? 

    A escalação do conteúdo pode acontecer como um método híbrido. Aliás, é assim que a maioria das marcas opera no conteúdo, especialmente no B2B. 

    Muitas marcas operam no topic-centric para topo de funil. Nesse estágio, geralmente a topical authority fala muito mais alto do que a autoridade do domínio, e é comum ver grandes websites perdendo em rankings específicos para outros bem menores. 

    É através disso que conseguimos resultados rápidos para nossos clientes e para nós mesmos, aqui no blog da Adtail. 

    Com essa estratégia aplicada, o modelo query centric pode operar no meio ao fundo do funil, onde as questões passam a ser bem mais específicas, e é mais fácil entender o comportamento de buscas. 

    Podemos ajudar nos dois casos. Entre em contato e vamos fazer uma avaliação do seu SEO junto com o GEO. 

    E para se aprofundar mais no assunto, continue a leitura no nosso artigo dedicado: 

    ➡️ SEO vs GEO: o que é diferente e o que é igual?

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    Silos de conteúdo: 5 exemplos + prós e contras

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    Silos de conteúdo são neutros. Não confundir com clusters semânticos, que são estratégias de SEO. Os silos de conteúdo são, nada mais nada menos, que a expressão da sua estratégia digital. O que importa é a interação.

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